Um homem culto e charmoso que vai visitar uma famosa e antiga cidade. Lá ele encontra uma linda mulher que o ajuda e pela qual ele se apaixona. Descobrem um grande segredo e tentam desvendá-lo enquanto muitas pessoas os perseguem. Tirando o fato de que, em O Código da Vinci de Dan Brown, o livro já começa com a ação propriamente dita, o Enigma Vivaldi apresenta uma enjoativa forma de desenrolar os acontecimentos da trama. Mas as características das personagens e o uso de nomes renomados na qual a história se baseia (mais teorias conspiratórias e grupos secretos), faz com que a obra de Peter Harris não passe de uma cópia da de Brown. Só que pior.
Lucio Torres, músico espanhol, viaja à Veneza para uma maratona de palestras sobre seu grande ídolo, o violinista Vivaldi. Decepcionado com o evento, ele resolve descobrir, por conta própria, mais coisas sobre o mestre da música. Analisando arquivos de uma antiga escola de música onde Vivaldi trabalhou, Lucio encontra uma estranha partitura, e descobre ser um antigo segredo, guardado por um código. Quem o leva à tal conclusão é Maria Del Sarto, filha da dona do hotel onde Lucio está hospedado. Essa informação chega a pessoas importantes, membros de uma fraternidade secreta, que querem tomar posse desse segredo a qualquer custo. Clichê.
O livro demora a engrenar, a narração é pesada, a leitura se torna lenta. Não há o fator da curiosidade, algo que nos faz continuar lendo o livro. Outro ponto desgastante são as ações e reações das personagens, precipitadas e incoerentes com os momentos, exageradas. O próprio casal, Lucio Torres e Maria Del Sarto, não parece ser um casal. Em 6 dias em Veneza Lucio se apaixona por Maria. Em 10 dias a pede em casamento. Em 3 meses é para se dar o casamento. Precipitado e falso, não? Não seria falso se o autor pusesse conflitos entre eles, mas tudo é uma melação, tão doce que chega a embrulhar o estômago. É impossível que duas pessoas com tão pouco tempo de convivência acreditem veementemente que vão ser felizes para sempre e que tanto um quanto outro são perfeitos.
O livro dá uma leve melhorada próximo ao final, quando finalmente as personagens se mexem de verdade para tentar descobrir o tal segredo de Vivaldi. Mas é só todo mundo ser preso que a coisa decai novamente, e tudo parece lindo, maravilhoso, belo, a fome na África acabou. E o segredo segue escondido pela Igreja, porque se fosse revelado, a destruiria. Mais um ponto igual entre O Código da Vinci e O Enigma Vivaldi. Olha só, até os nomes são parecidos!
Enfim, não é uma leitura recomendada, porque nem para passar o tempo o livro serve. Há momentos nos quais você pára e diz: “O que?” Como no final do livro, quando Lucio e Maria estão tensos por conta de um encontro com um cardeal. O que eles fazem para aliviar essa tensão? Sexo! Afinal, uma transa num momento angustiante é a coisa mais maravilhosa do mundo, claro.
Espero que a próxima pessoa que pegar esse livro na biblioteca não seja tão chata como eu e desista logo da leitura.





Hum, sou chata também, então! Tentei ler este livro, e não consegui, de tão ruim que achei que não consigo lembrar nada da história! ^.^
Hum, sou chata também, então! Tentei ler este livro, e não consegui, de tão ruim que achei que não consigo lembrar nada da história! ^.^
Um não tenho vontade nenhuma de ler outro Código da Vinci, mas gostei muito da sua resenha, assim como das outras.
Um não tenho vontade nenhuma de ler outro Código da Vinci, mas gostei muito da sua resenha, assim como das outras.
Criticar negativamente é mais fácil, hum?
Gostei da resenha, como tu já sabe (afinal, eu sou o maldito revisor). Continue assim ^^
Criticar negativamente é mais fácil, hum?
Gostei da resenha, como tu já sabe (afinal, eu sou o maldito revisor). Continue assim ^^