r.izze.nhas

Resenhas e aleatoriedades literárias.

Menu Close

A novela marrom de Luiz Biajoni

sexoanalPode uma variedade de acontecimentos estarem ligados a… sexo anal? Luiz Biajoni, autor do livro Sexo Anal: uma novela marrom, fez isso acontecer. Disponível para download no seu site, e à venda pelo selo Os Viralata, Sexo Anal conta a história do escrituário Luiz e da jornalista Virgínia. Namorados a mais ou menos um ano, o relacionamento dos dois muda repentinamente por causa do gosto de Virgínia pelo sexo anal. A partir daí, não só o namoro como a vida dos dois muda. De repente, Luiz se vê ajudando pessoas que mal conhecia, e Virgínia recebe a oportunidade de crescer no trabalho.

O livro é realmente uma novela. Várias personagens a compõe, cujas vidas se alternam rapidamente, passando de uma situação à outra com a naturalidade que conhecemos dos folhetins televisivos. E todas as personagens estão ligadas direta ou indiretamente à prática que dá nome ao livro. Narrado em terceira pessoa, a história do casal Virgínia e Luiz parece que é contada por um conhecido dos dois, que vai jogando ao leitor os relatos que os envolvem. A narração é coloquial, mas longe de ser chula.

Sexo Anal diverte e envolve o leitor. É direto na narração, característica fundamental para conseguir fazer o jogo de várias cenas e personagens que a obra faz. A história não apresenta um grande mistério central, por isso, o que mantém o leitor preso ao livro é a curiosidade de saber quais serão os próximos passos das personagens. E isso se mostra inclusive no final do livro. Fica aquela vontade de continuar lendo sobre a vida dos dois.

O final da obra pode parecer um pouco precipitado. Porém, ao pensar melhor sobre isso, percebe-se que esse final já vinha se desenrolando há várias páginas, e que ele era previsível. Aí está mais uma característica de uma novela da TV: a gente sabe o final, mas isso não faz com deixamos de assisti-la. Sexo Anal é um ótimo entretenimento. As suas mais de 200 páginas fazem a leitura passar rápido. Como sempre digo sobre livros como esse, não é uma obra prima, mas vale ser lido pela diversão. Se não tivesse achado isso, provavelmente não leria a continuação, Buceta: uma novela cor-de-rosa, que logo terá sua própria resenha aqui. Que títulos, hein?