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Resenhas e aleatoriedades literárias.

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A Breve Segunda Vida de Bree Tanner, de Stephenie Meyer

Enquanto todos os fãs de Stephenie Meyer aguardavam por alguma notícia sobre o último capítulo da saga Crepúsculo, eis que surge uma novidade: o livro ainda não será lançado. Porém, os leitores foram agraciados com uma história paralela da do vampiro Edward e da humana Bella. Trata-se de A Breve Segunda Vida de Bree Tanner, uma visão renovada da derradeira batalha entre os Cullen e o exército de Victoria em sua vingança contra a “humana de estimação” do clã de vampiros de Fork.

Mas quem é Bree Tanner? Ela foi integrante do bando da vilã, uma dos recém-criados, jovens vampiros com força descomunal feitos especificamente para acabar com Bella. Em Eclipse, livro de onde saiu essa história, Bree aparece em poucas páginas: é a única sobrevivente do bando, que se rende a Carlisle. Porém, mesmo com os Cullen querendo se responsabilizar pela educação da jovem vampira, os Volturi a aniquilam por ter “desrespeitado as regras”. E eis que acaba a história de Bree.

O livro, publicado este mês pela editora Intrínseca, não passa de um exercício de texto de Stephenie, como ela mesmo diz na apresentação. É apenas uma forma de afirmar o que aconteceu em Eclipse, que não se estende na condução do exército de Victoria. Entretanto, o exercício não vale a pena. Li A Breve Segunda Vida de Bree Tanner sem ter lido Eclipse antes. O julgamento do livro certamente foi afetado por conta dessa falha de continuidade na leitura da saga, mas depois de ler Eclipse, a opinião se sustenta.

Não se pode negar que Bree é muito mais tolerável que Bella. Ela se lamenta menos e narra apenas o crucial. E ver como o grupo de recém-criados se comporta também não é tão ruim, principalmente no início, onde eles se assemelham aos vampiros clássicos – com medo do Sol, matando qualquer um para saciar a sede e dando um banho de sangue por onde passam. Mas é óbvio que, conforme Stephenie revela os segredos às personagens, o livro fica mais com a cara de Crepúsculo e seus derivados.

Embora A Breve Segunda Vida de Bree Tanner seja curto, sua leitura foi cansativa A autora fez, literalmente, um longo texto para a nova versão da batalha em Forks, sem capítulos e nem ao menos respiros para descansar os olhos. É uma narrativa corrida, escrita da mesma forma que todos os seus outros livros, porém mais direta, porém, tornando interessante só o final. Podem até rebater que o que realmente importa no livro é o seu desenvolvimento, a forma como Bree descobre mais coisas sobre os vampiros e sua relação com o colega Diego. Mas mesmo assim, não acho uma leitura necessária, pois já há romance o bastante em Eclipse.

Se você é realmente fã da série e quer ler tudo o que sai sobre ela, vá em frente. Porém, se você espera alguma informação crucial de A Breve Segunda Vida de Bree Tanner, não tenha pressa em ler. O que interessa já é dito, de forma resumida, em Eclipse, e o livro não passa de mais um romance água com açúcar de Stephenie Meyer, com um pouco mais de sangue.