Desejo de Consumo

Desejo de Consumo: As Aventuras de Sharpe

Tinha largado totalmente essa (pequena, possessiva e materialista) sessão do blog, mais eis que a Feanari, lá do Blablabla Aleatório, fez com que eu me lembrasse de um grande desejo meu: a série As Aventuras de Sharpe, de Bernard Cornwell. Mas esse não é um desejo simples. A série que narra batalhas das Guerras Napoleônicas na visão do militar Richard Sharpe tem, digamos, um número considerável de exemplares. E não é só os que já foram publicados aqui no Brasil que eu quero. Aí fica complicado.

Ao todo, foram publicados 21 livros da série. Isso mesmo, 21! Por aqui, a editora Record já lançou a tradução de 8 deles, número que já parece bem grande. O primeiro a chegar no Brasil, O Tigre de Sharpe, já compõe, de certa forma, a minha biblioteca. O primeiro passo pelo menos já foi dado. Mas até todos os 21 serem traduzidos, aah, vai demorar.

Mas por que desejar tanto essa série? Richard Sharpe é aquele tipo de heroi ideal: é talentoso, mas também não se dá sempre bem. Contrariando outros protagonistas de Cornwell, Richard é o mais realista por, realmente, passar por muita coisa ruim durante a trama. Ele não tem super poderes, não tem origem real, é analfabeto – ou pelo menos era em O Tigre de Sharpe – e azarão. Mas é talentoso e honrado, o que faz com que ele ascenda no exército apesar de sua origem humilde e de seus inimigos lutarem para destruí-lo.

Outro aspecto da série que induz à minha falência é a narrativa de Bernard Cornwell. Nenhum dos livros que li do autor me decepcionou, e amo histórias que procuram estar o mais próximo da realidade possível, o que ele preza bastante. Se houve alguma alteração nos fatos históricos para que fiquem mais atraente na ficção, Cornwell identifica tais mudanças e ainda explica o que realmente aconteceu. Ou seja, uma aula de História romantizada e muito mais atraente.

Eis os já publicados pela Record: O Tigre de Sharpe, O Triunfo de Sharpe, A Fortaleza de Sharpe, Sharpe em Trafalgar, A Presa de Sharpe, Os Fuzileiros de Sharpe, A Devastação de Sharpe e A Águia de Sharpe

Eis os já publicados pela Record: O Tigre de Sharpe, O Triunfo de Sharpe, A Fortaleza de Sharpe, Sharpe em Trafalgar, A Presa de Sharpe, Os Fuzileiros de Sharpe, A Devastação de Sharpe e A Águia de Sharpe

Uma curiosidade sobre As Aventuras de Sharpe está na ordem de publicação dos livros. Aqui no Brasil, a Record optou por editá-los na ordem cronológica da História, partindo de 1799. Mas originalmente não é assim. O Tigre de Sharpe, por exemplo, foi o 12º livro da série, que começou a ser escrita em 1981. Como a Feanari frisou naquele post citado ali em cima, Cornwell fez um trabalho metódico escrevendo a história fora da ordem cronológica que, segundo ela – que devora cada livro dele -, conta com referência à livros que nem haviam sido escritos.

Por conta dessa bagunça no tempo, As Aventuras de Sharpe podem ser lidas totalmente fora de ordem. Não importa se você começou com os livros do meio ou até o último: o tempo narrado não influi na compreensão da série no todo. Dá para pegar qualquer um que aparecer na frente e ler tranquilamente.

Fica aqui mais um relato de um desejo totalmente consumista desta pessoa que vos fala. Na verdade, a cobiça se estende a todos os livros de Bernard Cornwell, principalmente às séries, já que não consegui terminar ainda nenhuma das que eu comecei. Agora, haja espaço para guardar essa montoeira de livros, hein?

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7 thoughts on “Desejo de Consumo: As Aventuras de Sharpe

  1. Feanari says:

    Oi, o edit que eu fiz era justamente pra DESENCORAJAR leitura da série fora da ordem…
    Pra você ter noção, a Record lançou o sexto (Fusileiros) antes do sexto (Presa) e não consegui esperar pra ler na ordem certa e me confundi toda.
    LEIA NA ORDEM!

    Enfim, adoro causar na vida alheia e já sei que presente te dar =)

    bjo

  2. Eu ja estava confuso, ler ou não na ordem?! hahaha

    Ok Feanari…entendi, siga a ordem cronológica…vou tentar me lembrar disso quando pegar esta série para ler.

    Sobre os personagems do Cornwell. Creio que ele consegue passar este senso de realismo (quase) puro para a maioria de seus personagems. Eles têm defeitos, passam por complicações inimagináveis, sofrem, erram e por aí vai. Até mesmo nas Cronicas De Artur, que tem um ‘Q’ de misticismo e superstição, ele consegue manter este prisma de realismo…e fatos/acontecimentos que poderiam ser considerados ”mágicos” ou ”místicos”, podem facilmente ser interpretados por mentes mais pragmáticas…
    That’s all…great post! ;)

  3. LPP says:

    A Record lançou mais ou menos na ordem uma vez q eles pularam o presa pra lançarem apenas depois. E qdo reclamaram eles culparam a editora original.

    Mas os livros de Cornwell são maravilhosos. Compro cegamente oq lançar. Sinceramente prefiro as lutas de parede de escudo de Derfel ou Uthred em Cronicas de Artur e Cronicas Saxonicas.

    O foda é ficar esperando 1 lançamento a cada 6 meses, as vezes 1 por ano. Aí mata.

  4. Bernard Cornwell vale a pena. Ao menos as séries.
    Mesmo as menos legais na minha opinião que são as passadas na Guerra dos 100 anos: A busca do Graal e Azincort
    Mas Sharpe é excelente, terminei o Trafalgar há pouco, e também mal posso esperar pelo sexto livro do Uthred.

    A série dos portões de Roma tb promete, li o primeiro livro e adorei.
    É um outro tipo de abordagem, pois coloca a figura histórica como protagonista, enquanto o Cornwell sempre inventa um protagonista fictício que convive com os personagens reais.

  5. Eu tenho! VC não te-em! (brincadeira)

    mas é isso mesmo… Cornwell é minha falência literária…e um dos grandes culpados é o Dick Sharpe… li todas as obras dele traduzidas no Brasil, e fico enchendo o saco da minha atendente na livraria pra saber quando chega o próximo…. Até resenhei Cornwell DUAS VEZES pro Meia, vale a pena…mesmo mesmo mesmo…

  6. Cara vale a pena ler Bernard Cornwell! Na ordem ou fora, não deixaria de ler nunca um livro dele. Li todos os lançados no brasil. No meu blog acabei de postar sobre o autor o sobre o último lançamento aqui no brasil, O Ouro de Sharpe. Muito bom como todos eles. To preparando um post para cada uma das séries. A Busca do Graal, As Crônicas de Arthur, As Crônicas Saxônicas…

    Bernard Cornwell é o Cara!

    A propósito estou colocando um link aqui no Literalmente Lido.
    Abraço

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