e-se-a-literatura-se-calasseO título do novo livro da jornalista, escritora, tradutora e professora Thais Rodegheri Manzano pode enganar o leitor. E se a literatura se calasse? pode remeter ao futuro da literatura, que hoje muitos dizem não ter qualidade (enquanto ela tem, sim), ou que a arte esteja, na verdade, acabando. Ou melhor, não a literatura em si, mas o romance, esse gênero literário que somos condicionados a ler nas escolas e, se dermos sorte, passaremos a ler pela vida toda. Contudo, não é sobre o futuro do romance que Thais discorre, mas sim sobre a área que ela leciona na FAAP, em São Paulo: História da Literatura. E se a literatura se calasse? fala é sobre “os impasses do romance da Antiguidade ao século XX”, como revela o subtítulo, indo do seu surgimento até o momento em que as bases do romance são renegadas pelos seus próprios autores.

Nas 128 páginas do livro publicado pela editora Terceiro Nome (fora a bibliografia), Thais apresenta ao leitor, que pode ser tanto um estudante de literatura quanto apenas um interessado na área, os momentos mais importantes do romance, gênero literário que foi o último a ser reconhecido como arte. Assim, a autora começa falando daquilo que provavelmente teria originado o gênero — os poemas épicos gregos, que teriam inspirado uma literatura mais “simples”, e, claro, a tradição de contar histórias oralmente. Entretanto, Thais questiona as teorias de que os épicos da Grécia Antiga sejam os “pais” do romance, e que esse pode ter surgido espontaneamente, à parte, como uma forma de transmitir histórias de maneira mais simples, acessível, como um reflexo das mudanças sociais pelas quais as sociedades antigas passavam.

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