“A memória nunca é exata, nem na juventude e muito menos na velhice. Estudos da mente constatam que, a cada vez que uma lembrança é resgatada, ela reaparece com pequenas mudanças imperceptíveis. Manipulamos nós mesmos a nossa memória para fazê-la se adequar ao que julgamos ser a maneira exata com que os fatos se sucederam. Ou seja, mentimos para nós mesmos, e o motivo pode ser conforto, orgulho, controle. Julian Barnes utiliza toda essa falta de certeza das lembranças para estruturar seu livro vencedor do Man Booker Prize de 2011, O sentido de um fim. Narrado por um homem idoso, ele evidencia toda a incompletude da história que se conta, causada pelas memórias falhas e a ausência de mais testemunhas ou documentações.”
Leia a resenha completa no Amálgama
Foi publicada hoje no Amálgama a resenha que fiz de O sentido de um fim, de Julian Barnes. O livro foi o vencedor do Man Booker Prize de 2011, e como tudo aquilo que envolve premiações, deu aquela curiosidade e entrou na lista de leituras desejadas. Publicado recentemente pela Rocco no Brasil, o livro já está entre os melhores romances que li esse ano. Enfim, para ver como é bom, só lendo a resenha ali.


É sem dúvida uma excelente obra. Com este livro Barnes prova que um livro pequeno pode ser uma grande obra.