13581_ggExiste um fetiche por trás das road trips de filmes de Hollywood. Nelas não há filas e o incômodo de uma rodoviária ou aeroporto, não existem atrasos, pois sendo um viajante de carro sem destino você provavelmente não se importa com o tempo da viagem, e geralmente não existem congestionamentos – pois pode-se seguir por caminhos alternativos, afastados, desconhecidos, onde há só o carro e a estrada. Tudo isso dá uma sensação de imensa liberdade, você não tem destino definido, pode sair dirigindo a hora que quiser, pode mudar de ideia no meio do caminho e alterar todo o seu trajeto. Mas a maior liberdade está no fato de que você pode fazer uma road trip: largar por alguns dias ou semanas trabalho, aula, família e todos os problemas que existem e desfrutar da solidão da estrada, correndo o risco de viver uma experiência única ou passar por momentos de tédio absoluto. Mas não importa, ainda sim, prevalece o fato de que você é livre para fazer isso. Esse foi o motivo número um de eu começar a ler Todos nós adorávamos caubóis, terceiro livro de Carol Bensimon.

A viagem de Carol não é igual àquelas que os filmes tanto exploram. Não há loucuras ininterruptas pelas ruas das cidades pelas quais os viajantes passam, e não é protagonizada por homens. A autora deixou a sua viagem pelo interior do Rio Grande do Sul nas mãos de Cora, a narradora, e Júlia, duas amigas dos tempos da faculdade em Porto Alegre. A viagem marca o reencontro das garotas quatro anos após uma briga que as deixou incomunicáveis por quatro anos. Cora largou a faculdade de jornalismo na capital gaúcha para estudar moda em Paris, e Júlia foi terminar sua graduação em Montreal, no Canadá. Nos dias modorrentos no quarto de Cora ou na pensão de freiras em que Júlia, menina do interior, morava, movidos a discos do Led Zeppelin, ambas sonhavam com uma road trip pelo estado.

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