leis_fronteira_CAPA.pdfO verão de 1978 foi atípico para Ignacio Cañas, um jovem catalão da classe média, na cidade de Girona. De um adolescente com uma rotina normal, com amigos da escola e uma família tradicional, ele terminou o ano letivo sendo perseguido por um colega valentão, amedrontado pelos ataques e insultos de seus antigos amigos e travando discussões com o pai. Com 16 anos, a escola não era mais um lugar suportável, sair na rua não era mais divertido, pois a qualquer momento ele poderia topar com seu algoz, e sua casa se tornou um lugar insuportável de ficar. Até que um dia, em um dos fliperamas da cidade, conheceu Zarco e Tere. Jovens que nem ele, praticamente seus vizinhos, mas vindos de um outro lugar, separados de Cañas por um abismo enorme criado pela desigualdade.

Zarco e Tere eram quinquis, gíria catalã para “delinquentes juvenis”, moradores da parte mais pobre da cidade. Nesse dia, no fliperama, convidam Cañas para se juntar a eles em um bar no bairro chinês, conhecido na época por abrigar os traficantes, bandidos e prostitutas de Girona. Qualquer garoto teria declinado o convite e saído correndo amedrontado ao ser “recrutado” para sair com pessoas como Zarco e Tere, mas não Ignacio. Ele já não tinha muito a perder, e o interesse por Tere o convenceu a aparecer no bar depois de alguns dias. E aí a última peça da gangue juvenil mais famosa da Espanha se integra ao grupo, e a história de As leis da fronteira começa.

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