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Resenhas e aleatoriedades literárias.

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Tag: Carl Sagan

As melhores leituras de 2017 – segundo meu nada arbitrário gosto literário

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Estou sentindo cheiro de ceia de Natal, de amigo secreto da família, de tios bêbados e de melancolia de fim de ano. Significa que é hora da: LISTA DE MELHORES LEITURAS DO ANO!

O ano ainda não acabou, eu sei, mas posso declarar que já tenho a lista de livros mais legais de 2017 – se bem que achei o mesmo no ano passado e tive que adicionar um livro extra depois de ter postado a lista. Mas como o ritmo de leitura anda lendo e tudo o mais, acho que já posso encerrar o expediente de 2017 (que foi bem preguiçoso, desculpa).

Então aqui está a lista. Lembrando que ela se refere a livros lidos neste ano, não necessariamente lançados neste ano – tem dois que nem saíram no Brasil ainda e um que saiu há muito tempo. Dessa vez decidi fazer um ranking mesmo, sendo o primeiro colocado o que eu mais gostei. Como gosto de suspense, ele será o último mencionado.

(Pelas fotos vocês vão notar que usei de dois artifícios para mostrar os livros em 2017: meu gato e minhas pernas. Tenho que divulgar a literatura com as armas que eu tenho. ¯\_(ツ)_/¯)

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Cosmos, de Carl Sagan

cosmos sagan“Se ansiamos que nosso planeta seja importante, há algo que podemos fazer quanto a isso. Podemos fazer com que ele seja significativo com a coragem de nossas perguntas e a profundidade de nossas respostas.” – Carl Sagan

Carl Sagan não precisa de apresentações, assim como Cosmos. Quem viveu nos anos 1980 e 1990 lembra bem da série de TV que aproximou ainda mais o público “comum” da ciência, essa coisa tão obscura e complicada. E quem, como eu, não viveu essa descoberta do universo com a série original, acabou impactado com seu reboot dois anos atrás, agora na versão de Neil deGrasse Tyson. É claro que eu já sabia quem era Carl Sagan e qual era a sua importância para a comunidade científica antes dessa nova série, já tinha lido alguns de seus livros – é curioso lembrar que meu primeiro contato com sua obra foi justamente através de sua única ficção, o romance Contato. Depois de ver a série, de ler outros de seus livros – como O mundo assombrado pelos demônios –, foi bom demais ler Cosmos e entender a paixão de Sagan pela ciência.

Cosmos ganhou uma nova edição neste ano, depois de muito tempo esgotado. Há quem tenha ficado com receio por ser um livro de divulgação científica dos anos 1980, quando muitas outras coisas foram descobertas ou desmistificas de lá pra cá. O livro não traz mudanças no texto original, mas contém notas atualizando alguns desses avanços e descobrimentos conforme Sagan os cita. E essa é uma das coisas que gostei na leitura: é incrível pensar que, em poucos anos, muito mudou e descobrimos ainda mais sobre o universo.

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As melhores leituras de 2014 (por mim mesma)

Faltam poucos dias para 2014 acabar (poderia colocar o número de dias aqui, mas sou tão ruim com números que poderia errar esse cálculo fácil, então vamos usar o “poucos dias” mesmo), e esse foi um ano bom profissionalmente, pessoalmente, mas fraquíssimo na minha intensidade de leitura – provavelmente por estar tão ocupada com as coisas fora dos livros, né – e também por usar o tempo no ônibus para dormir mais.

Mas vamos lá: foram 27 livros lidos ao todo (sim, só isso), e há ainda quatro em processo de leitura – Graça infinitaque está maravilhoso, O demônio do meio-dia, que interrompi justamente por causa do Graça, mas que também estava ótimo, A balada de Adam Henry, a atual leitura de ônibus (pois né, difícil carregar DFW por aí), e Oblómovque já vou até considerar aqui como “abandonado” porque sei que vou levar eras até pegar ele de novo – tiro da conta o Dom Quixote marcado como “lendo” no Goodreads porque li o primeiro volume no ano retrasado e falta só o segundo, hehe. Read more

O mundo assombrado pelos demônios, de Carl Sagan

o-mundo-assombrado-capaAntes de ler O mundo assombrado pelos demônios, li Contato, o romance “alienígena” de Carl Sagan. Protagonizado por uma cientista, o livro apresenta um observatório que recebe estranhos sinais de rádio que, quando descriptografados, mostram que estivemos sendo observados do espaço esse tempo todo, e ainda oferece um manual para a construção de uma espécie de nave para encontrarmos nossos “vizinhos”. Antes mesmo de saber quem era Sagan e qual era a sua importância para a ciência, eu conhecia sua ficção – que na época gostei bastante.

Depois de conhecer seu trabalho de astrofísico (cientista, astrobiólogo, cosmólogo etc.), ver um ou outro episódio de Cosmos e ficar mais interessada pelo que ele tinha de “real” para escrever, me interessei por O mundo assombrado… O livro, publicado em 1996, é descrito como uma carta de amor à ciência, um relato íntimo em que Sagan conta como foi conquistado por ela e por que a considera tão fundamental. O livro tem isso, mas também tem muito de alerta. Alerta para que o leitor saiba diferenciar ciência de pseudociência, de ser crítico e cético – que não é o mesmo que ser descrente em tudo, mas sim ser cauteloso com os fatos que se colocam na nossa frente. Mesmo agora, em 2014, com toda a tecnologia que nos permite acessar facilmente qualquer informação, esse alerta é muito necessário.

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