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Resenhas e aleatoriedades literárias.

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Tag: Editora Aleph

Eu, robô, de Isaac Asimov

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Eu sei que você assistiu Eu, robô, filme de 2004 estrelado por Will Smith – bela cena de banho, aliás. Se não assistiu, pelo menos viu o trailer. O personagem de Will é um detetive investigando a morte de um renomado cientista da robótica, que aparentemente se suicidou jogando-se da janela de seu escritório. Porém, analisando o local do crime, ele se depara com um robô de um modelo nunca antes visto, que passa a ser o principal suspeito dessa morte. Só que – e coloquem um grande “só que” nisso –, é impossível que o robô tenha cometido o crime, e isso por causa da principal das três leis da robótica que diz: “Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano venha a ser ferido”. E por aí o filme vai…

O longa, todos sabem, é inspirado nas histórias de Isaac Asimov, um dos maiores escritores da ficção científica e autor – junto com o editor John Campbell – das três leis da robótica. A primeira é a que consta acima. A segunda lei assegura que os robôs seguirão estritamente as ordens dadas por um humano, a não ser que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei. Já a terceira delimita que um robô “deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou com a Segunda Lei”. Ou seja: um robô não pode matar, não pode deixar ninguém morrer, não pode desobedecer e também não pode se destruir – afinal, robôs são caros pra caralho. Meu primeiro contato com Asimov foi com o seu primeiro romance com robôs, As cavernas de aço, lido no ano passado e que, mesmo apresentando uma ideia interessante sobre o futuro, não me agradou tanto na escrita. Mas com Eu, robô¸ tive uma impressão diferente de Asimov, gostando muito mais do seu trabalho como contista. Read more

As melhores leituras de 2014 (por mim mesma)

Faltam poucos dias para 2014 acabar (poderia colocar o número de dias aqui, mas sou tão ruim com números que poderia errar esse cálculo fácil, então vamos usar o “poucos dias” mesmo), e esse foi um ano bom profissionalmente, pessoalmente, mas fraquíssimo na minha intensidade de leitura – provavelmente por estar tão ocupada com as coisas fora dos livros, né – e também por usar o tempo no ônibus para dormir mais.

Mas vamos lá: foram 27 livros lidos ao todo (sim, só isso), e há ainda quatro em processo de leitura – Graça infinitaque está maravilhoso, O demônio do meio-dia, que interrompi justamente por causa do Graça, mas que também estava ótimo, A balada de Adam Henry, a atual leitura de ônibus (pois né, difícil carregar DFW por aí), e Oblómovque já vou até considerar aqui como “abandonado” porque sei que vou levar eras até pegar ele de novo – tiro da conta o Dom Quixote marcado como “lendo” no Goodreads porque li o primeiro volume no ano retrasado e falta só o segundo, hehe. Read more

As cavernas de aço, de Isaac Asimov

as-cavernas-de-acoAs três leis da robótica dizem que: 1 – “Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano venha a ser ferido”; 2 – “Um robô deve obedecer as ordens dadas por seres  humanos, exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei”; 3 – “Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou com a Segunda Lei”. Essas leis são fundamentais para a construção e convivência pacífica entre robôs e humanos, e são as primeiras coisas “instaladas” em seus “cérebros”. Mas a ameaça dos robôs vai além dessas três leis para os personagens de As cavernas de aço, o primeiro romance que trata do universo da robótica escrito por Isaac Asimov.

Como o próprio texto introdutório de Asimov publicado nesta edição lançada no ano passado pela Aleph explica, o autor já havia colocado os robôs como centro de seus contos, publicados em revistas especializadas em ficção científica a partir dos anos 1940. Apesar de já ter escrito romances, As cavernas de aço foi o primeiro texto longo com os homens de lata e cérebros artificiais. Na história, Elijah “Lije” Baley, um investigador da polícia de Nova York, é colocado para trabalhar num caso de assassinato ocorrido na Vila Sideral – local onde moram os Siderais, um povo dos mundos exteriores pouco apreciado pelos humanos. O homem morto é um famoso cientista que projeta robôs, e o caso é mantido às escondidas pelo fato de ser impossível um humano entrar, cometer um crime e sair sem ser visto da Vila – o que pode abalar muitas relações diplomáticas com os outros mundos. Read more

A Mão Esquerda da Escuridão, de Ursula K. Le Guin

O tempo é o futuro, o povo é evoluído. Ainda há reis, ou rainhas, não se sabe dizer o certo, pois homens e mulheres são iguais. Lá é frio, muito frio. Por isso, é conhecido como Inverno. Mas essa não é uma Terra do futuro, com seus efeitos climáticos catastróficos resultando numa nova Era Glacial. Esse é Gethen, um planeta muito distante, e que há dois anos abriga Genly Ai, um terráqueo a serviço do Ekumen. Sua missão é convencer Gethen a se juntar ao grupo de mais de 80 planetas que visa a troca comercial e cultural entre seus habitantes.

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Leitura da Semana: A Mão Esquerda da Escuridão

Estou retomando meu ritmo frenético de leitura, já que dei uma relaxada no mês passado por conta dos estudos. Para isso, escolhi um livro que me faça voltar a ter vontade e curiosidade de continuar virando suas páginas. Uma ficção científica cai bem nessas horas.

Então a leitura dessa semana é A Mão Esquerda da Escuridão, da americana Ursula K. Le Guin. O livro é de 1969, publicado aqui no Brasil no ano passado pela Editora Aleph. Genly é um enviado do Ekumen ao planeta Gethen. O Ekumen é uma “entidade”que reúne mais de 80 planetas, que visam a troca comercial e cultural entre seus habitantes. A missão de Genly Ai é convencer Gethen a aderir ao Ekumen.

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O Vampiro Antes de Drácula

o-vampiro-antes-de-dráculaCrepúsculo, True Blood, Vampire Diaries. Antes disso, Entrevista com o Vampiro. Bem antes disso, Drácula. Os vampiros são moda, caem no esquecimento e ressurgem mais fortes e diferentes a cada ida e vinda. De Drácula aos romances vampíricos para adolescentes houve imensas mudanças. Evolução (ou não) do mito vampiresco, suas origens podem acabar se perdendo. Por que então não abandonar um pouco as modinhas e voltar para as suas origens?

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