marlena2.inddQuando ganhei Marlena, de Julie Buntin, a recomendação é de que o romance se assemelhava à tetralogia napolitana de Elena Ferrante. Aos trinta e poucos anos, Catherine, que trabalha como relações públicas de uma biblioteca em Nova York, recebe uma ligação inesperada: Sal, irmão mais novo de uma amiga de sua adolescência. Ele quer encontrar Cat para conversar sobre sua irmão, os dias que antecedem esse encontro liberam em Cat todas as lembranças dos oito meses que conviveu com Marlena na pequena e fria Silver Lake – ela com 15 anos, a amiga, com 18. Uma amizade tão intensa e reveladora que, mesmo anos depois da morte de Marlena, ainda afeta Cat.

Cat, sua mãe e seu irmão mais velho se mudam para Silver Lake após a separação de seus pais. A traição desmanchou o casamento até então tranquilo, jogando sua mãe em uma espiral de autodestruição. Impulsivamente, ela compra uma casinha na cidade e, contra a vontade de Cat, deixam a vida que tinham. O grande motivo para Cat desaprovar essa mudança é deixar para trás a escola particular onde tinha conseguido uma bolsa de estudos. Ao invés de estar aperfeiçoando seu aprendizado, sua inteligência, ela estava presa a uma cidade pequena e desconhecida com sua mãe bêbada e melancólica e um irmão que desistiu dos planos da faculdade para trabalhar. O futuro brilhante que Cat imaginou para si mesma não existia mais.

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