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Resenhas e aleatoriedades literárias.

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Tag: Hiro Arikawa

As melhores leituras de 2017 – segundo meu nada arbitrário gosto literário

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Estou sentindo cheiro de ceia de Natal, de amigo secreto da família, de tios bêbados e de melancolia de fim de ano. Significa que é hora da: LISTA DE MELHORES LEITURAS DO ANO!

O ano ainda não acabou, eu sei, mas posso declarar que já tenho a lista de livros mais legais de 2017 – se bem que achei o mesmo no ano passado e tive que adicionar um livro extra depois de ter postado a lista. Mas como o ritmo de leitura anda lendo e tudo o mais, acho que já posso encerrar o expediente de 2017 (que foi bem preguiçoso, desculpa).

Então aqui está a lista. Lembrando que ela se refere a livros lidos neste ano, não necessariamente lançados neste ano – tem dois que nem saíram no Brasil ainda e um que saiu há muito tempo. Dessa vez decidi fazer um ranking mesmo, sendo o primeiro colocado o que eu mais gostei. Como gosto de suspense, ele será o último mencionado.

(Pelas fotos vocês vão notar que usei de dois artifícios para mostrar os livros em 2017: meu gato e minhas pernas. Tenho que divulgar a literatura com as armas que eu tenho. ¯\_(ツ)_/¯)

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Relatos de um gato viajante, de Hiro Arikawa

relatos-de-um-gato-viajanteExistem mais filmes sobre cachorros, mas no mundo animal, acho que dá para dizer que os gatos são quem dominam a literatura. Ou, pelo menos, que a literatura ajudou a formar a imagem que temos dos gatos. Confissões do gato Murr, Eu sou um gato, até O mestre e Margarida, para deixar essa lista mais gorda, apresentam felinos que vão além da fofura aparente – muito pelo contrário. Arrogantes, superiores, críticos, desconfiados, orgulhosos, traiçoeiros: esses adjetivos fazem uma imagem não muito lisonjeira dos gatos, mas é disso que a gente gosta. Só que os gatos vão muito além disso, quem tem sabe muito bem disso.

E Relatos de um gato viajante, de Hiro Arikawa, é um livro que mostra isso muito bem (tradução de Rita Kehl, pela Alfaguara Brasil). O romance tem duas linhas narrativas: uma tradicional, em terceira pessoa, que dá conta de um passado que o outro narrador não viveu. E esse outro narrador é Nana, um gato de rua que foi adotado por Satoru, um homem de trinta e poucos anos, e que vive com ele há cinco anos. Nana tem todas essas características dos gatos que falei no parágrafo anterior: é orgulhoso, é arrogante, é teimoso. “O ser humano é uma criatura arrogante demais para quem não passa de um macaco gigante que sabe andar ereto”, ele diz. E ainda se considera um gato “excepcionalmente perspicaz”, com toda a humildade. Mas é o gato mais fofo que existe.

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