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Resenhas e aleatoriedades literárias.

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Tag: Juliana Frank

16 livros bons, pois não consegui escolher só 10, muito menos 5

Só porque as listas de bons livros lidos nos anos anteriores sumiram do blog – aquele problema lá que me obrigou a passar horas subindo todas as resenhas novamente -, e porque estou com vontade de fazer uma lista, aqui vai o meu top 16 de melhores leituras do ano. Queria que fosse um top 5, ou no máximo um top 10, mas revendo a lista de livros lidos de 2013 vi que seria impossível fazer uma seleção mais enxuta.

Foi um ano de bons livros, apesar de ter lido menos que o esperado por ter que me dedicar mais ao final do curso de jornalismo e usar boa parte do meu tempo de leitura para isso – aos curiosos, podem me considerar formada. Talvez se eu ainda estivesse no meu ritmo antigo de leitura essa lista fosse maior. Talvez. Mas estou satisfeita com o que li, e principalmente com o que conheci durante esse ano.

E mais satisfeita ainda por ver tantas escritoras mulheres presentes nessa lista. Não sei se foi meu feminismo que cresceu e me fez escolher mais mulheres para ler, ou simplesmente fizeram o certo e deram mais espaço para a mulher publicar em 2013, mas as minhas melhores leituras vieram delas. Antes não pensava tanto nessa questão de gênero, feminino ou masculino, na hora de escolher um livro, mas cada vez mais percebo o quanto é importante que nós estejamos escrevendo e nos lendo, que nossas obras estejam conquistando mais espaço e contribuindo mais para um diálogo igualitário entre homem e mulher. E nós escrevemos bem. Muito bem.

Enfim, aí está a lista que separei em duas partes: os lançados em 2013 aqui no Brasil e os outros (que não são lançamentos ou são novas edições) que também li durante esse ano. A ordem é totalmente aleatória, assim como os comentários.

2013-12-05 11.30.17 1

Faltou Miranda July, pois está emprestada.

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Meu coração de pedra-pomes, de Juliana Frank

meu-coracao-de-pedra-pomesLawanda tem 19 anos de idade, um emprego de faxineira num hospital, uma coleção de besouros e uma deficiência mental. Que deficiência é essa não sabemos ao certo, mas em um momento específico ela se diz “meio autista”. O que importa é que ela é capaz de limpar cada centímetro do hospital no turno da noite, que inicia às 18h todos os dias. Quando não está lá, está em seu quartinho alugado e pago pela tia religiosa. Nesse quarto ela tem uma “cama de meteorito”, uma poltrona e um armário, onde guarda nas gavetas suas caixas de besouros gordinhos e rabugentos e uma coleção de macumbas feitas com suas calcinhas, que possui borboletas mortas costuradas nelas com inúmeros desejos. É essa, em resumo, a sua vida.

Leia a resenha completa no Amálgama.