floresta-escuraNunca antes na história (deste país) desta leitora, um livro de Nicole Krauss caiu em suas mãos. Eu conhecia o nome, sabia que deveria estar na minha lista de autoras contemporâneas lidas, mas fora isso, não tinha nenhuma outra informação sobre ela e seus livros – deixemos os dados matrimoniais de lado. No último mês, chegou aqui no Brasil seu romance mais recente, Floresta escura, traduzido por Sara Grünhagen e lançado pela Companhia das Letras. Aí aproveitei.

Floresta escura acompanha duas personagens que têm pouco em comum. Alternando os capítulos, começamos conhecendo Jules Epstein, um rico advogado nova-iorquino de 68 anos que desapareceu misteriosamente em Tel Aviv. Antes de chegar a esse ponto, ele passou meses doando compulsivamente os seus valiosos pertences acumulados em anos de carreira. Todas as obras de arte que tanto cobiçou, os carros, as roupas. Em um surto inexplicável de filantropia, o homem distribuiu aquilo que até então definia a sua existência. A ideia de viajar até Tel Aviv surgiu do mesmo impulso: fazer uma grande doação para alguma instituição em homenagem a seus pais.

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