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Resenhas e aleatoriedades literárias.

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Tag: Philip Roth

As melhores leituras de 2017 – segundo meu nada arbitrário gosto literário

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Estou sentindo cheiro de ceia de Natal, de amigo secreto da família, de tios bêbados e de melancolia de fim de ano. Significa que é hora da: LISTA DE MELHORES LEITURAS DO ANO!

O ano ainda não acabou, eu sei, mas posso declarar que já tenho a lista de livros mais legais de 2017 – se bem que achei o mesmo no ano passado e tive que adicionar um livro extra depois de ter postado a lista. Mas como o ritmo de leitura anda lendo e tudo o mais, acho que já posso encerrar o expediente de 2017 (que foi bem preguiçoso, desculpa).

Então aqui está a lista. Lembrando que ela se refere a livros lidos neste ano, não necessariamente lançados neste ano – tem dois que nem saíram no Brasil ainda e um que saiu há muito tempo. Dessa vez decidi fazer um ranking mesmo, sendo o primeiro colocado o que eu mais gostei. Como gosto de suspense, ele será o último mencionado.

(Pelas fotos vocês vão notar que usei de dois artifícios para mostrar os livros em 2017: meu gato e minhas pernas. Tenho que divulgar a literatura com as armas que eu tenho. ¯\_(ツ)_/¯)

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Complô contra a América, de Philip Roth

complo-contra-a-americaSei que é bobagem essa coisa de “currículo literário”, de que certas obras ou autores são obrigatórias. Mas sempre senti que, se tem um autor que eu deveria mesmo ler, esse seria Philip Roth. E demorei para pegar um livro dele. Com todo esse negócio de Donald Trump presidente, Bolsonaros e seus fãs, gente achando que a ditadura deve voltar e tudo o mais, a escolha para começar a ler Roth foi mais do que certeira: Complô contra a América, lançado em 2004 (tradução de Paulo Henriques Britto).

Neste romance com ares autobiográficos, Roth imagina um cenário em que Charles Lindbergh – pioneiro da aviação, um herói americano, porém simpatizante do nazismo – vence as eleições presidenciais americanas em 1940, derrotando Franklin D. Roosevelt. Com isso, o cenário dos EUA, um lugar até então seguro para os judeus em plena Segunda Guerra Mundial, muda totalmente. Tudo isso é visto pelo pequeno Philip Roth, com sete anos de idade. Seu pai tinha fé absoluta de que Lindbergh jamais teria chances de chegar à presidência. Sua simpatia pelo nazismo era evidente demais, e nenhum cidadão americano em plena consciência pensaria que essa seria uma boa escolha. Enquanto isso, Roosevelt havia tirado o país da crise, ajudado os americanos, era visto quase como um herói pelo pai de Roth. Como Lindbergh chegou, então, a vencer as eleições?

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