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Resenhas e aleatoriedades literárias.

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Tag: Quatro soldados

16 livros bons, pois não consegui escolher só 10, muito menos 5

Só porque as listas de bons livros lidos nos anos anteriores sumiram do blog – aquele problema lá que me obrigou a passar horas subindo todas as resenhas novamente -, e porque estou com vontade de fazer uma lista, aqui vai o meu top 16 de melhores leituras do ano. Queria que fosse um top 5, ou no máximo um top 10, mas revendo a lista de livros lidos de 2013 vi que seria impossível fazer uma seleção mais enxuta.

Foi um ano de bons livros, apesar de ter lido menos que o esperado por ter que me dedicar mais ao final do curso de jornalismo e usar boa parte do meu tempo de leitura para isso – aos curiosos, podem me considerar formada. Talvez se eu ainda estivesse no meu ritmo antigo de leitura essa lista fosse maior. Talvez. Mas estou satisfeita com o que li, e principalmente com o que conheci durante esse ano.

E mais satisfeita ainda por ver tantas escritoras mulheres presentes nessa lista. Não sei se foi meu feminismo que cresceu e me fez escolher mais mulheres para ler, ou simplesmente fizeram o certo e deram mais espaço para a mulher publicar em 2013, mas as minhas melhores leituras vieram delas. Antes não pensava tanto nessa questão de gênero, feminino ou masculino, na hora de escolher um livro, mas cada vez mais percebo o quanto é importante que nós estejamos escrevendo e nos lendo, que nossas obras estejam conquistando mais espaço e contribuindo mais para um diálogo igualitário entre homem e mulher. E nós escrevemos bem. Muito bem.

Enfim, aí está a lista que separei em duas partes: os lançados em 2013 aqui no Brasil e os outros (que não são lançamentos ou são novas edições) que também li durante esse ano. A ordem é totalmente aleatória, assim como os comentários.

2013-12-05 11.30.17 1

Faltou Miranda July, pois está emprestada.

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Quatro soldados, de Samir Machado de Machado

quatro-soldadosNos idos de 1750, o Brasil era um território divido entre portugueses e espanhóis. Nas terras gaúchas, jesuítas catequizavam e auxiliavam os índios guaranis, que eram mortos aos montes pelos soldados portugueses e espanhóis durante disputas pelo território. A ciência ainda estava engatinhando, ser esclarecido era ser excêntrico, muitos livros eram proibidos e, no caso dos brasileiros, tinham que ser importados pois não era permitido imprimir uma folha sequer no Brasil (pensamento paralelo: engraçado pensar que ainda hoje reclamam do acesso aos livros – preço e oferta – quando eles pululam por aí. Se bem que, em alguns locais, realmente é complicado). Pouco sei sobre esse Brasil, não li muitas histórias sobre ele, ou elas nunca me pareceram muito interessantes a princípio. Felizmente, o novo livro de Samir Machado de Machado superou a barreira do desinteresse e me presenteou com quatro ótimas histórias ambientadas nessa terra cheia de conflitos, com muitas aventuras e exaltação da leitura e dos livros.

O título de Quatro soldados, publicado pela Não Editora, não mente: Samir apresenta ao leitor quatro soldados em narrativas que se ligam e flertam com diversos estilos literários – fantasia, aventura e uma pitada de suspense de um bom thriller. São homens diferentes daqueles que habitam as terras brasileiras ainda sob a coroa de Portugal: não são ambiciosos – não pela ambição mais recorrente: dinheiro e poder –, não são covardes e possuem uma visão de mundo mais avançada do que seu tempo. Samir cria um narrador envolvente que dialoga diretamente com o leitor, como se estivesse contando uma anedota descompromissada durante um encontro casual: senta aí que vou te contar uma história curiosa. E assim ele narra as andanças de Licurgo, Antônio Coluna, Andaluz e Silvério (este último vai contra as características “nobres” que citei acima). Read more