Para mim é difícil separar a obra de Domenico Starnone da de Elena Ferrante. Mesmo que os boatos de que os dois autores italianos sejam casados seja apenas isso, boatos, é inegável que seus livros conversam, e muito. Como Laços Dias de abandono, em que um parece ser o contraponto do outro. Durante a leitura de Segredos, seu mais recente romance lançado no Brasil (Todavia, tradução de Maurício Santana Dias), vi elementos de Ferrantes em vários momentos da história. Mas as semelhanças que, no começo do livro, me faziam lembrar Nino e Lila da tetralogia napolitana logo se desfizeram.