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Resenhas e aleatoriedades literárias.

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Tag: The bell jar

16 livros bons, pois não consegui escolher só 10, muito menos 5

Só porque as listas de bons livros lidos nos anos anteriores sumiram do blog – aquele problema lá que me obrigou a passar horas subindo todas as resenhas novamente -, e porque estou com vontade de fazer uma lista, aqui vai o meu top 16 de melhores leituras do ano. Queria que fosse um top 5, ou no máximo um top 10, mas revendo a lista de livros lidos de 2013 vi que seria impossível fazer uma seleção mais enxuta.

Foi um ano de bons livros, apesar de ter lido menos que o esperado por ter que me dedicar mais ao final do curso de jornalismo e usar boa parte do meu tempo de leitura para isso – aos curiosos, podem me considerar formada. Talvez se eu ainda estivesse no meu ritmo antigo de leitura essa lista fosse maior. Talvez. Mas estou satisfeita com o que li, e principalmente com o que conheci durante esse ano.

E mais satisfeita ainda por ver tantas escritoras mulheres presentes nessa lista. Não sei se foi meu feminismo que cresceu e me fez escolher mais mulheres para ler, ou simplesmente fizeram o certo e deram mais espaço para a mulher publicar em 2013, mas as minhas melhores leituras vieram delas. Antes não pensava tanto nessa questão de gênero, feminino ou masculino, na hora de escolher um livro, mas cada vez mais percebo o quanto é importante que nós estejamos escrevendo e nos lendo, que nossas obras estejam conquistando mais espaço e contribuindo mais para um diálogo igualitário entre homem e mulher. E nós escrevemos bem. Muito bem.

Enfim, aí está a lista que separei em duas partes: os lançados em 2013 aqui no Brasil e os outros (que não são lançamentos ou são novas edições) que também li durante esse ano. A ordem é totalmente aleatória, assim como os comentários.

2013-12-05 11.30.17 1

Faltou Miranda July, pois está emprestada.

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The bell jar, de Sylvia Plath

the-bell-jarThe bell jar é um daqueles livros que de certa forma acompanham sua vida de leitor por um bom tempo, habitando as listas de “quero ler” durante anos e anos, até que você finalmente decide ir atrás e ver com os próprios olhos o que ele tem a oferecer. Acontece comigo, muitas vezes, de esperar o livro cair de paraquedas nas minhas mãos para finalmente iniciar a leitura, e foi assim com o único romance publicado por Sylvia Plath. Poeta de talento com diversas outras publicações, esse romance acaba pesando tanto para o leitor de Plath quanto seus poemas por trazer um caráter autobiográfico e, talvez, ser utilizado muitas vezes para entender a sua morte prematura – Sylvia Plath se matou em 1963, poucos meses após The bell jar ter sido publicado em Londres, quando separada do poeta Ted Hughes e com dois filhos pequenos.

O romance é narrado pela jovem Esther Greenwood e inicia em Nova York, onde está trabalhando por um mês em uma revista feminina junto com outras garotas selecionadas em um concurso. Uma realidade bem diferente daquela em que cresceu com seu irmão mais novo, nas imediações de Boston, onde as coisas não eram tão luxuosas e dadas de mãos beijadas, como acontece com as meninas da revista. Presentes, jantares caros e com pessoas ilustres, festas, compras, rituais de beleza… É como se todas aquelas garotas vivessem um dia de princesa por um mês, com o adendo de que estariam ainda trabalhando para a revista – cobrindo estreias, desfiles, peças e o que mais a vida cultural e deslumbrante de NY tinha a oferecer. Read more