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Resenhas e aleatoriedades literárias.

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Tag: Tudo o que nunca contei

As melhores leituras de 2017 – segundo meu nada arbitrário gosto literário

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Estou sentindo cheiro de ceia de Natal, de amigo secreto da família, de tios bêbados e de melancolia de fim de ano. Significa que é hora da: LISTA DE MELHORES LEITURAS DO ANO!

O ano ainda não acabou, eu sei, mas posso declarar que já tenho a lista de livros mais legais de 2017 – se bem que achei o mesmo no ano passado e tive que adicionar um livro extra depois de ter postado a lista. Mas como o ritmo de leitura anda lendo e tudo o mais, acho que já posso encerrar o expediente de 2017 (que foi bem preguiçoso, desculpa).

Então aqui está a lista. Lembrando que ela se refere a livros lidos neste ano, não necessariamente lançados neste ano – tem dois que nem saíram no Brasil ainda e um que saiu há muito tempo. Dessa vez decidi fazer um ranking mesmo, sendo o primeiro colocado o que eu mais gostei. Como gosto de suspense, ele será o último mencionado.

(Pelas fotos vocês vão notar que usei de dois artifícios para mostrar os livros em 2017: meu gato e minhas pernas. Tenho que divulgar a literatura com as armas que eu tenho. ¯\_(ツ)_/¯)

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Tudo o que nunca contei, de Celeste Ng

tudo-o-que-nunca-conteiNada pior do que desejar algo, não conseguir e jogar suas expectativas para cima de outra pessoa que não tem nada a ver com o assunto. Esse seria um resumo básico do que é Tudo o que nunca contei, romance de Celeste Ng lançado pela Intrínseca (tradução de Julia Sobral Campos). Tudo começa com o desaparecimento – e consequente morte – de Lydia Lee, 16 anos, aluna exemplar e filha mais do que amada pelos seus pais e seus dois irmãos. A polícia trabalha com a hipótese de suicídio, e é isso o que provavelmente aconteceu – Tudo o que nunca contei não é nenhum thriller, se é isso o que você esperava. É sobre a relação entre pais e filhos e tudo o que pode dar errado quando não há diálogo.

O comportamento estranho de Lydia é notado por Hannah, sua irmã mais nova, na noite em que desapareceu. Hannah, sempre quieta, quase invisível, ouviu a irmã sair de casa durante a madrugada. Não falou nada aos pais nem ao irmão mais velho, Nate, prestes a ir para Harvard. Mesmo depois de saber que Lydia estava morta, mesmo com a polícia e seus pais implorando por alguma pista, uma explicação. Nate também percebeu que a irmã andava diferente nos meses anteriores, saindo com um garoto meio problemático da escola, deixando de fazer seus deveres, ainda mais afastada dos colegas e da família. Mas os pais de Lydia nunca notaram isso. Para eles, a filha preferida era popular, tinha muitos amigos, não tinha nenhum problema para se relacionar com as pessoas. Suicídio não era uma explicação lógica para a morte dela.

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