Livros ironicamente proibidos

Estava pesquisando coisas interessantes aqui para o r.izze.nhas e me deparei com um texto muito bom sobre livros ironicamente proibidos de serem vendidos, a maioria nos EUA. O artigo é do site 11 Points, de Sam Greenspan, que se destina a fazer listas, tipo um Top 10, só que com 11 itens, óbvio. Não vou fazer uma tradução do texto, até porque meu inglês é bem ruinzinho, mas dar uma geral do  sobre os livros censurados da forma mais… irônica.

O primeiro da lista é Fahrenheit 451, de Ray Bradbury. Ele é sobre um governo que proibe e queima livros para evitar que  pessoas tenham pensamentos críticos. Totalmente autoritário. Acontece que esse livro foi banido. Primeiramente por mostrar a Bíblia sendo queimada. Depois, segundo especulações, porque ele questionaria a autoridade. A ironia está mais do que clara: um livro que critica governos autoritários sendo proibido por governos supostamente liberais.

Seguindo a lista, surge As Aventuras de Huckleberry Finn, de Mark Twain. Motivo: o uso da palavra “nigger” no texto, uma gíria referente a negros nada saudosa. Como diz Sam, as pessoas simplesmente não entenderam o contexo em que a palavra foi inserida, desvirtuando seu sentido. A ironia? Huck Finn é um livro que vai contra o racismo.

Durante a Guerra Fria, 1984, de George Orwell, também foi vítima da censura. “Governos democráticos queriam manter o olho naquilo que seu povo estava lendo”, diz o autor (tradução minha, corrijam). E realmente fizeram. O livro de um futuro apocalíptico onde o governo observa a tudo e a todos teve sua venda proibida.

E, pasmen, até livro infantil entra nessa lista! Onde Está Wally?, famosa série onde tínhamos que encontrar um carinha de gorro vermelho e camisa listrada no meio de uma multidão, foi tirado das prateleiras. Tudo porque, em uma ilustração na praia, há uma mulher fazendo top less. Agora, pensa só no que o cara que o proibiu tava procurando pra ter encontrado isso… Provavelmente ele ficou com raivinha por não ter achado o Wally.

Outro livro adorado pelas crianças e tirado de livrarias e bibliotecas foi a saga Harry Potter. Pais intolerantes e fanáticos religiosos taxaram o livro de J. K. Rowling de um culto ao demônio. Só porque fala de bruxaria. Percebe-se que eles não leram nem uma linha da história, só assim pra não ver a real intenção dela: exaltar a amizade e a perseverança.  E é valido citar o que Sam diz no texto: “pessoas trabalharam muito para proibir o livro que fez toda uma geração de crianças querer ler livros”. Taí a ironia.

Ainda na lista estão O Apanhador no Campo de Centeio, de J. D. Salinger, certamente pela linguagem utilizada no livro, e Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, mais outra obra sobre um governo manipulador. Até O Diário de Anne Frank não escapou da censura. Para ver a lista completa e o texto original, acesse esse link.

Enfim, deu para perceber que muita gente por aí não sabe nem ler nem interpretar textos. É uma prova também de que não adianta nada proibir: o interesse por esses livros só cresceu, e se tornaram, e ainda são, grandes sucessos da literatura.