Não esqueça a sua toalha!

Deixei o Dia do Livro passar, o Dia do Bibliotecário também, mas o Dia da Toalha não dá! Esse vou ter que comemorar e divulgar aqui no blog, senão eu não poderia ser considerada uma fã de Douglas Adams que preste. Mas que raio de dia é esse? Dia 25 de maio é a data do falecimento do autor inglês. Seus fãs, qurendo homenageá-lo, estipularam a data como dia especial para lembrar Adams e sua obra, e queriam um nome para o dia que fizesse jus ao humor fino do autor. Aí surgiu o Dia da Toalha.

Para quem não sabe, a toalha é o objeto de maior importância para qualquer pessoa, segundo O Guia do Mochileiro das Galáxias. A série, meu sonho de consumo realizado, fez muitos leitores rirem das situações vividas por Arthur Dent e seus amigos alienígenas pelo Universo. A toalha tem toda essa importâcia por ser útil para diversas coisas: servir de corda, cobertor, arma e, principalmente, para se secar. No Dia da Toalha, pede-se que todos carreguem a sua para qualquer lugar que for. E não é que eu esqueci a minha em casa? DON’T PANIC! Faço a minha homenagem a Douglas Adams aqui mesmo, então. E faço um carinho especial nas minhas toalhas quando chegar em casa.

Douglas Adams nasceu na Inglaterra em 11 de março de 1952. Trabalhou como roteirista junto com o pessoal do Monty Phyton, e é o célebre criador do Guia do Mochileiro das Galáxias. A história “nonsense” sobre viagens galáticas e muita reflexão sobre “a vida, o universo e tudo mais” foi inicialmente um programa de rádio, transmitido pela primeira vez na BBC em 1978. Depois, o texto foi adaptado para a literatura, criando então a “trilogia de cinco livros”. Aqui no Brasil, O Guia do Mochileiro das Galáxias, O Restaurante no Fim do Universo, A Vida o Universo e Tudo Mais, Até Logo e Obrigado pelos Peixes e Praticamente Inofensiva foram lançados pela editora Sextante quando foi feito um filme da saga. O sucesso foi imenso, claro.

Quando alguém procura por uma história que a) seja engraçada, b) fale de tecnologia e c) tenha uma crítica social, Douglas Adams é o primeiro nome da lista. Ele consegue arrancar risos e fazer pensar ao mesmo tempo, o que justifica todo o seu sucesso. Por trás das aventuras de Dent, há a crítica sobre a exploração do meio ambiente, o governos em geral e o comportamento humano, mas tudo isso tratado de forma descontraída. Impossível não terminar a leitura se sentindo mais leve. Queria poder ter mais tempo para voltar a ler a série (e terminá-la, já que não li os últimos dois livros).

Sem falar nas referências que a série nos deixou. O Dia da Toalha já é um exemplo. Mas ainda tem o número 42, a resposta para a pergunta sobre a vida (o Universo e blablablá). E a frase DON’T PANIC (em letras garrafais) que estampa a capa do imaginário Guia do Mochileiro. Um aviso de “Calma, não tem porque entrar em pânico. Você só está no Universo, nós vamos te ajudar”. Qualquer nerd que se preze reconhece essas referências de longe. E falando nisso, hoje também é o Dia do Orgulho Nerd, mas aí já é outra história.

Então fica aqui a minha “quase” homenagem. Quem não conhece a obra de Douglas Adams, corra atrás. Quem já leu, lê de novo. Porque é uma história que nunca vai cansar, vai sempre divertir, e deve ser apreciada a qualquer momento. E mais importante: não esqueça a sua toalha. E não entre em pânico.