Leituras da Semana: Moinhos de Sangue e Lua Azul

Vampiros de novo? Há, bem que pensei, mas daí descobri que Lua Azul, de Alyson Noël, não é sobre vampiros. Fiquei aliviada por realmente estar tendo uma folga deles, mas o lado ruim é que o livro não é nada diferente do que já conhecemos. Mas antes disso, me diverti com um belo livro de dondoca Moinhos de Sangue, da gaúcha Ana Cristina Klein.Essas são, até agora, as Leituras da Semana, livros bem de mulherzinha.

Vamos começar com o que já terminei. Moinhos de Sangue, da editora Dublinense, é uma história para quem adora livros “mulherzinha”. Bia Tognazzi, uma ricaça de Porto Alegre, está perto dos 40 e louca para casar. Não porque se sente sozinha, mas é que as aparências devem ser mantidas, e chegar a essa idade sem marido é um suicídio social. Bia é linda, inteligente, e chefia o departamento de marketing da empresa do pai, sem falar que tem muito dinheiro. Só que nenhum homem do ciclo nobre da capital gaúcha a agrada. Todos ou são muito bestas, ou já estão casados. E aí ela percebe: vai ter que conseguir um viúvo. Isso mesmo, viúvo, porque homem separado vem junto com a ex-mulher, que só é incomodação.

Ambientado no bairro Moinhos de Vento e em outros points chiques de Porto Alegre, Ana Cristina Klein não faz de Moinhos de Vento um livro que exalta essa vida de classe e exageros. Bem o contrário: ela mostra os podres que há por tráz de toda pompa da cidade. Por isso me diverti horrores lendo, vendo as tiradas grossas que a protagonista dá falando de como se manter no topo da casta social. Logo logo a resenha ta aqui.

Lua Azul, lançamento da Intrínseca, é o segundo livro da série Imortal. Nele, Ever, a protagonista, está aprendendo a controlar seus poderes imortais e está aproveitando todo o tempo que tem ao lado de seu “amor pra vida eterna” Damen. Porém, nem tudo está tão bem assim, e quando estão perto de consumar esse amor de 400 anos, Damen some e muda completamente. Alguma coisa muito estranha está acontecendo com todos em volta de Ever, e ela já tem suas desconfianças.

Eu realmente achava que a série era mais uma febre vampírica de adolescente, e conversando com quem leu o primeiro livro (novamente, não li), a autora fazia com que parecesse ser isso mesmo. Mas não, Imortal é uma série que pende para o espiritual, o que estou achando muito estranho, pois esse gênero não tem um bom histórico comigo. Não é de se espantar então quando digo que o livro não está me agradando. A leitura até se animou quando Damen começa a agir de modo diferente, mas não vai além disso. Vamos ver se o final de Luz Azul melhora a imagem que eu tenho da série por enquanto.

Então é isso! Boa leitura para todos e não deixem de acompanhar as resenhas dessa semana.