Leitura da Semana: Cotoco

Estou ficando desesperada por ficar quase sem livros! Sábado eu terminei Transversais do Tempo e, além dos livros da Clássicos Abril Coleções, só sobrou na minha mesa o livro O Azul do Filho Morto, de Marcelo Mirisola, para ler e resenhar. Comecei o livro na segunda-feira, já que usei o domingo para adiantar a leitura de Crime e Castigo. Mas eis que chego do trabalho no fim da tarde e encontro Cotoco na portaria. O livro é o último lançamento da editora Intrínseca, escrito pelo sul-africano John van de Ruit. Aí deixei de lado O Azul do Filho Morto.

Não só porque Cotoco é um lançamento (e da parceira do r.izze.nhas). Mas O Azul do Filho Morto não estava me entretendo tanto, e achei a linguagem agressiva demais, o que me desagrada. O engraçado é que o tema dos dois livros é quase o mesmo: um escritor falando de sua vida relembrando sua infância e adolescência, enquanto Cotoco é um diário de um adolescente.

Outro motivo é que eu realmente estava com vontade de ler Cotoco. Achei a premissa bem atraente, e queria algo mais leve por causa de Crime e Castigo. John van de Ruit escreve, como diz o subtítulo, o diário perversamente engraçado de um garoto de 13 anos, John Milton, a partir de sua ida à um colégio interno. Apelidado de Cotoco, as 100 primeiras páginas já são cheias de bons momentos. O ano em que a história se passa é 1990, Nelson Mandela acaba de ser libertado, e a África do Sul se vê em frente à uma mudança na política do país.

O interessante é ver esses acontecimentos pelos olhos de um garoto recém na adolescência, inteligente e engraçado, mas que pouco sabe da vida e aos poucos vai descobrindo novas coisas. A leitura leve que eu esperava é confirmada, e estou me divertindo mesmo com o livro todo narrado em forma de diário.

Semana que vem sai a resenha de Cotoco, e sexta-feira tem o resultado do sorteio de Como Ser um Pirata. Boa leitura e boa semana pra todos!