Leitura da Semana: O Mapa do Tempo

E terminei O Lobo das Planícies (como deu pra ver) e Portal 2001! Ando com bastante coisa pra fazer, ainda mais agora que começou o curso A Trajetória do Livro e da Edição e estou atuando nele como monitora (uhuuul). O que vem me acompanhando desde a semana passada, e que eu tive que deixar meio de lado por conta das tarefas do fim de semana, é O Mapa do Tempo, de Félix J. Palma, lançamento da editora Intrínseca. Mas nem o feriado de ontem aqui no Rio Grande o Sul me ajudou a acelerar a leitura e descansar.

O Mapa do Tempo é uma história que contém diversos nomes conhecidos. Conta o drama de Andrew Harrington, um jovem da alta classe inglesa que está prestes a se suicidar. Ele ainda não se livrou da dor da perda de sua amada, uma prostituta de uma área miserável de Londres, assassinada por Jack, O Estripador. Seu primo, Charles, o convence a deixar a ideia da morte de lado falando de uma nova “tecnologia” que surgiu entre os 8 anos em que Andrew se isolou do mundo: uma Máquina do Tempo, invensão inspirada pela então recente obra de H. G. Wells. Charles lhe dá a ideia de voltar no tempo, para a noite em que sua amada morreu, e tentar salvá-la. Mas viajar no tempo é mais complicado do que Andrew e Charles imaginam.

Félix J. Palma escreve de forma meio misturada: do que li até agora (pouco mais de 100 páginas), o autor cria um narrador onisciente e onipresente, que narra a partir do ponto de vista de diversas personagens. Então vários pontos se cruzam, e histórias que até então parecem não ter ligação com o objetivo do protagonista são relatadas por ele. Mas a voz do narrador conquista, se dirigindo sempre ao leitor, como um bom contador de histórias faz. Logo, até o momento, o saldo é positivo (na verdade ese “saldo” sobe e desce conforme a parte que leio).

Acredito não conseguir terminar O Mapa do Tempo ainda essa semana, então parece que a resenha ficará para semana que vem. Enquanto isso, boa leitura à todos!