Leitura para crianças

Bem, já está quase acabando esse Dia das Crianças, mas queria muito fazer esse post, acho que vale a pena. A leitura, como todos devem saber, deve ser incentivada desde a infância. É aí que a pessoa vai criar interesse e, mais facilmente, começar com o hábito de leitura. Não pretendo ter filhos – uma questão bem pessoal que não vale a pena ser explicada aqui agora -, mas se tivesse o que eu mais gostaria de fazer para ele é contar histórias. Fazer ele gostar da fantasia e exercitar a imaginação desde cedo. Porque histórias infantis são a coisa mais gostosa de se ler, não importa a idade do leitor. E um ótimo mecanismo para fazer a criança aprenderem novas coisas sobre o mundo.

 

Então já que hoje é o dia delas – meu também, já que minha mãe me ligou dando os parabéns, mesmo eu morando a 600 km dela – vou falar de dois livros que são os meus favoritos quando o assunto é literatura infantil. Vou começar com Roverandom, do bom e velho J. R. R. Tolkien. Quem conhece o autor inglês só pela Terra Média tem a obrigação de ler a história do cãozinho Rover. Em um dia tranquilo, ele enfureceu sem querer um poderoso bruxo que o transformou em um cachorro de brinquedo. Querendo voltar ao normal, o cachorrinho percorre o céu e o mar na busca daquele que pode transformá-lo em um cão de verdade. Nessa viagem, encontra outros cachorros dos bruxos com quem fala, todos também chamados Rover.

Roverandom é um livro curto, e escrito de forma que você não imagina apenas Rover, mas o próprio Tolkien sentado em uma cadeira com seu inconfundível cachimbo te contando a história. Porque foi certamente assim que ela nasceu: Tolkien a inventou para consolar o filho mais novo segundo filho mais velho (obrigada, Gabriel!) que havia acabado de perder seu cachorrinho de brinquedo em uma praia. Como não se encantar com esse livro?

Outro da minha lista de livros infantis preferidos é Duendes e Gnomos, de Heloisa Prieto. Esse livro não é nenhuma história propriamente dita, mas uma espécie de guia de seres mágicos. Com ilustrações lindas, ele explica o que é cada ser mítico, onde vive e o que faz. Gosto desse livro porque o considero o primeiro que me despertou o desejo pela leitura. Como toda criança com 10 anos de idade, o que me chamava a atenção eram as ilustrações. Eu, que não fui incentivada pelos meus pais a ler – eles não leem nada, infelizmente – fiquei toda feliz por me sentir tão presa a um livro que tinha mais letras do que desenhos. Infelizmente, nunca conseguia pegá-lo emprestado na biblioteca da escola. Nos dias de empréstimo, ele nunca estava na pilha de livros que separavam para minha turma da quarta série.

Mas não sei porque, nos dias em que eu ía sozinha à biblioteca eu sempre o encontrava na estante. Resultado: passava os intervalos na biblioteca lendo sozinha. E nas aulas de matemática resolvia as atividades o mais rápido possível e pedia para o professor para ir na biblioteca porque queria ler. E era sempre Duendes e Gnomos que eu lia. O que eu mais gostava dele era que não falava só de personagens fofinhas e queridas da literatura. Não, a maioria dos seres mágicos que ele apresentav eram caracterizados como maus. Talvez seja por isso que sempre preferi os vilões. Ainda hoje quero esse livro, e quando tiver um dinheirinho sobrando com certeza vou comprá-lo.

Então é isso. Espero que tenham gostado das dicas. Recomendo imensamente olharem esse post especial do Blog do Meia Palavra com dicas de vários livros infantojuvenis dadas pelos autores do site. Só tem coisa fina. E incentivem a leitura, claro. Nem que seja apresentar Crepúsculo para sua prima adolescente. Já é um começo.