Eu não queria fazer uma resenha sobre esse livro, mas uma frase, escrita à caneta na última página (peguei o livro na biblioteca), me fez escrever isso.

“Que coisa, não?”

imagem3Direi Que Lembro de Você é um livro meio que auto-biográfico escrito por William Peter Blatty, autor d’O Exorcista. Nele, Blatty conta sua infância e também casos da época em que estava escrevendo sua famosa obra, sem respeitar a ordem cronológica, apenas apresentando os fatos aleatoriamente. Digo que é “meio auto-biográfico” porque o livro é centrado em sua mãe. Todas as coisas narradas pelo autor estão fortemente ligadas à ela. O livro é, na verdade, uma homenagem para a senhora Mary Blatty. O título mostra bem isso. É uma música que ela sempre cantava.

LIDOS EM 2018 1. 4 3 2 1, de Paul Auster – Faber & Faber 2. O vendido – Paul Beatty […]

 

Quem matou Roland Barthes?, de Laurent Binet (tradução de Rosa Freire D’Aguiar), foi o último livro lido em 2016, e um dos meus preferidos do ano. É daqueles livros que você não sabe exatamente os motivos de ter gostado, ou apenas não consegue descrevê-los bem. Ele é divertido, ele é bem escrito, ele pode até ser considerado inventivo, apesar de ser uma clássica história de investigação policial, um quem matou quem – ou quem mandou alguém matar quem, neste caso –, um romance que usa elementos reais para criar uma absurda história de conspiração que envolve a linguagem. Talvez eu tenha gostado do livro porque finalmente usei o que tive que aprender de semiótica na faculdade. Talvez.