Livros demais! é um livrinho de Gabriel Zaid que a Diana me emprestou logo quando a gente se conheceu (lá em 2010? 2011?). Ela me mandou pelos correios e eu, gente boa que sou, devolvi pelos correios, e desde então a considero a melhor pessoa do mundo por mandar um livro pra uma total desconhecida nos confins do sul. Vi Diana emprestar esse livro pra várias pessoas depois, e entendo por que ela faz isso, ainda mais pra quem é todo empolgadão ao começar a trabalhar com livros. Existem. Livros. Demais. E isso é bem frustrante. 

Estou sentindo cheiro de ceia de Natal, de amigo secreto da família, de tios bêbados e de melancolia de fim de ano. Significa que é hora da: LISTA DE MELHORES LEITURAS DO ANO!

O ano ainda não acabou, eu sei, mas posso declarar que já tenho a lista de livros mais legais de 2017 – se bem que achei o mesmo no ano passado e tive que adicionar um livro extra depois de ter postado a lista. Mas como o ritmo de leitura anda lendo e tudo o mais, acho que já posso encerrar o expediente de 2017 (que foi bem preguiçoso, desculpa).

Por trabalhar com redes sociais para uma editora, o que mais ando vendo no fim do ano são as listas de melhores livros do bendito ano. E eu não aguento mais tanta lista. Já tem até uma lista das melhores listas de melhores livros (please, stop listas, mas essa é bem legal porque mostra umas estatísticas das listas, como número de autoras mulheres, homens, traduções, brancos, negros que aparecem nelas etc.). Mas se eu não suporto mais ver tanta lista por aí, por que estou fazendo uma? Porque é tradição, porque quero relembrar o que li esse ano, porque o Google adora e vivo recebendo visitas no blog por causa delas (rs).

De acordo com o DATAr.izze.nhas (a página de livros lidos), o número de títulos que eu li vem caindo a cada ano, shame on me. Já cansei de procurar desculpa para justificar isso (ano passado foi a mudança para São Paulo), então vou jogar a real e dizer que às vezes estou tão cansada, mas tão cansada, que só quero deitar no sofá e encarar a parede (ou então assistir novela mesmo). Ou talvez esteja desenvolvendo alguma dificuldade de me manter concentrada em uma coisa só. Mas ainda consegui reunir nove livros que gostei muito mesmo de ler em 2015, entre coisas que comecei no ano passado (beijo, DFW) e até uma releitura. Então, segue a listinha em ordem cronológica de leitura. 🙂

Faltam poucos dias para 2014 acabar (poderia colocar o número de dias aqui, mas sou tão ruim com números que poderia errar esse cálculo fácil, então vamos usar o “poucos dias” mesmo), e esse foi um ano bom profissionalmente, pessoalmente, mas fraquíssimo na minha intensidade de leitura – provavelmente por estar tão ocupada com as coisas fora dos livros, né – e também por usar o tempo no ônibus para dormir mais.

Mas vamos lá: foram 27 livros lidos ao todo (sim, só isso), e há ainda quatro em processo de leitura – Graça infinitaque está maravilhoso, O demônio do meio-dia, que interrompi justamente por causa do Graça, mas que também estava ótimo, A balada de Adam Henry, a atual leitura de ônibus (pois né, difícil carregar DFW por aí), e Oblómovque já vou até considerar aqui como “abandonado” porque sei que vou levar eras até pegar ele de novo – tiro da conta o Dom Quixote marcado como “lendo” no Goodreads porque li o primeiro volume no ano retrasado e falta só o segundo, hehe.