Faltam poucos dias para 2014 acabar (poderia colocar o número de dias aqui, mas sou tão ruim com números que poderia errar esse cálculo fácil, então vamos usar o “poucos dias” mesmo), e esse foi um ano bom profissionalmente, pessoalmente, mas fraquíssimo na minha intensidade de leitura – provavelmente por estar tão ocupada com as coisas fora dos livros, né – e também por usar o tempo no ônibus para dormir mais.

Mas vamos lá: foram 27 livros lidos ao todo (sim, só isso), e há ainda quatro em processo de leitura – Graça infinitaque está maravilhoso, O demônio do meio-dia, que interrompi justamente por causa do Graça, mas que também estava ótimo, A balada de Adam Henry, a atual leitura de ônibus (pois né, difícil carregar DFW por aí), e Oblómovque já vou até considerar aqui como “abandonado” porque sei que vou levar eras até pegar ele de novo – tiro da conta o Dom Quixote marcado como “lendo” no Goodreads porque li o primeiro volume no ano retrasado e falta só o segundo, hehe.

Com a mudança para São Paulo, o trabalho, a vida social (que agora posso considerar ter agora), e eu estar dando muito mais atenção para a televisão (tenho que justificar os R$ 150,00 da NET que venho pagando), não encontro muito tempo para escrever mais resenhas – até o número de livros lidos diminuiu consideravelmente. Mas calma, não estou desistindo do trabalho, só estou mais preguiçosa mesmo. Por isso, vou falar rapidinho de algumas leituras que fiz durante o ano até agora que não ganharam uma resenha própria por “n” motivos – como não saber como falar deles sem uma segunda leitura, ou achar que o texto ficaria muito ruim e preferir nem começar. Então aí vai:

Só porque as listas de bons livros lidos nos anos anteriores sumiram do blog – aquele problema lá que me obrigou a passar horas subindo todas as resenhas novamente -, e porque estou com vontade de fazer uma lista, aqui vai o meu top 16 de melhores leituras do ano. Queria que fosse um top 5, ou no máximo um top 10, mas revendo a lista de livros lidos de 2013 vi que seria impossível fazer uma seleção mais enxuta.

Foi um ano de bons livros, apesar de ter lido menos que o esperado por ter que me dedicar mais ao final do curso de jornalismo e usar boa parte do meu tempo de leitura para isso – aos curiosos, podem me considerar formada. Talvez se eu ainda estivesse no meu ritmo antigo de leitura essa lista fosse maior. Talvez. Mas estou satisfeita com o que li, e principalmente com o que conheci durante esse ano.

Vamos dizer que é compreensível que uma pessoa que tenha passado por um grande trauma se mate. Por grande trauma quero dizer: ter vivido um momento de violação física e psicológica infringido por outros, nela mesma ou vista por ela em algum momento, que seja tão horrível e impraticável que lhe abre uma ferida que não é capaz de cicatrizar. Uma ferida que faz da morte uma opção preferível à superação ou convivência com as marcas e memórias. Não é que se espere que essa pessoa tire sua vida, apenas que é possível entender seus motivos – um abuso físico, um bullying, uma perda inconformada, um sentimento de abandono e solidão. As pessoas guardam em si coisas que lhe são caras, e a sua perda é irreparável ou impossível de se conformar em vida.

YAY, aniversário! Hoje o r.izze.nhas comemora dois anos de atividade. Dois anos postando resenhas todas as semanas, praticamente sem folga, comentando cada livro que li – okay, alguns ficaram de fora. Mas enfim, dois anos escrevendo para quem estiver disposto a ler o que eu pensei sobre os livros que li desde 2009. Desculpa pela falta de comemoração melhor, simplesmente não consegui parar e pensar em algum presente para o leitor, até porque cada visita que o blog recebe, cada comentário, é um presente pra mim. Assim, queria retribuir, mas infelizmente não consegui fazer isso agora. Desculpa mesmo.

Mas se serve como consolo (NÃO!), esse blog, asssim como os outros sites para os quais colaboro – Meia Palavra e Amálgama – é uma das poucas coisas que eu realmente gosto de fazer. Não me importo nem um pouco de me enfurnar em casa no fim de semana para terminar um livro ou texto. Nem de ficar acordada até tarde para adiantar a leitura. É uma atividade que vem me dando muito prazer, realmente. Foi assim que, durante esses dois anos, foram publicados 257 posts, a maioria resenhas, que tiveram 1050 comentários. É bastante coisa, e é muito legal.

Já falei antes sobre como/onde leio, uma espécie de post explicativo para quem sempre me perguntava como consigo ler tantos livros. E olha que tem gente que lê mais! Agora que o Alessandro Martins, do Livros e Afins, propôs uma “blogagem coletiva” para responder à pergunta “por que eu gosto de ler livros?” eu resolvi responder. Mas antes disso, eu mesma tive que parar para pensar por quê eu leio livros. Por que não assisto filmes, séries, novelas ou jogo World of Warcraft (pra esse último dizem que a resposta é “ter uma vida”)?

O programa Espaço Aberto, da GloboNews, dedicou uma edição somente sobre o tema literatura. E o assunto tratado foram as mudanças no cenário na primeira década do século XXI: o que melhorou, que escritores surgiram, que movimentos conquistaram os leitores e os melhores livros publicados nesses 10 últimos anos. Não tenho tanto tempo assim de leitura (não assídua do jeito que sou agora), então meus comentários sobre o que foi dito no programa não devem ser muito relevantes, mas gosto de fazer esse exercício de refletir sobre o que está sendo feito no mercado editorial. E, claro, compartilhar o programa aqui, já que o assunto é de extrema relevância.

Não tem como escapar das retrospectivas quando o fim do ano se aproxima. Reavaliamos tudo o que fizemos durante o ano, lembramos das conquistas e eventuais derrotas, atribuímos notas e qualidades pelos 12 últimos meses que vivemos. Como leitora, não poderia deixar de rever tudo o que li em 2010 e fazer aquela listinha dos melhores. Foram muitos livros lidos (mais de 80), um recorde não planejado, e muitas coisas novas entraram para a lista.  Por isso, resolvi colocar aqui os cinco livros que li e mais gostei esse ano.

Sábado passado foi lançado em Porto Alegre um projetinho muito bacana. A Não Editora criou o Contém 1 Drama, uma série de poesias longas ou contos distribuídos gratuitamente pela internet que vai reunir vários autores. O primeiro poema lançado do projeto é 25 Rua do Templo, que conta na verdade com dois textos de Diego Grando inspirados em sua estadia em Paris, de onde acaba de voltar.

Na semana passada, o curso de extensão A Trajetória do Livro e da Ediçãodo qual participo –, promovido pela Unisinos, levou até os alunos os editores Paulo Lima, da L&PM, Tito Montenegro, da Arquipélago, e Carlos Gianotti, da editora da Editora Unisinos. Com conversa transmitida via webconferência – é um curso à distância –, eles foram questionados pelos alunos acerca das funções de um editor e, principalmente, sobre questões do mercado editorial, o principal assunto abordado no curso. Do que foi discutido nesse encontro, o que mais me chamou a atenção foi realmente a opinião dos editores sobre o livro digital e a importância da internet para a divulgação de lançamentos.