Vamos dizer que é compreensível que uma pessoa que tenha passado por um grande trauma se mate. Por grande trauma quero dizer: ter vivido um momento de violação física e psicológica infringido por outros, nela mesma ou vista por ela em algum momento, que seja tão horrível e impraticável que lhe abre uma ferida que não é capaz de cicatrizar. Uma ferida que faz da morte uma opção preferível à superação ou convivência com as marcas e memórias. Não é que se espere que essa pessoa tire sua vida, apenas que é possível entender seus motivos – um abuso físico, um bullying, uma perda inconformada, um sentimento de abandono e solidão. As pessoas guardam em si coisas que lhe são caras, e a sua perda é irreparável ou impossível de se conformar em vida.

YAY, aniversário! Hoje o r.izze.nhas comemora dois anos de atividade. Dois anos postando resenhas todas as semanas, praticamente sem folga, comentando cada livro que li – okay, alguns ficaram de fora. Mas enfim, dois anos escrevendo para quem estiver disposto a ler o que eu pensei sobre os livros que li desde 2009. Desculpa pela falta de comemoração melhor, simplesmente não consegui parar e pensar em algum presente para o leitor, até porque cada visita que o blog recebe, cada comentário, é um presente pra mim. Assim, queria retribuir, mas infelizmente não consegui fazer isso agora. Desculpa mesmo.

Mas se serve como consolo (NÃO!), esse blog, asssim como os outros sites para os quais colaboro – Meia Palavra e Amálgama – é uma das poucas coisas que eu realmente gosto de fazer. Não me importo nem um pouco de me enfurnar em casa no fim de semana para terminar um livro ou texto. Nem de ficar acordada até tarde para adiantar a leitura. É uma atividade que vem me dando muito prazer, realmente. Foi assim que, durante esses dois anos, foram publicados 257 posts, a maioria resenhas, que tiveram 1050 comentários. É bastante coisa, e é muito legal.

Já falei antes sobre como/onde leio, uma espécie de post explicativo para quem sempre me perguntava como consigo ler tantos livros. E olha que tem gente que lê mais! Agora que o Alessandro Martins, do Livros e Afins, propôs uma “blogagem coletiva” para responder à pergunta “por que eu gosto de ler livros?” eu resolvi responder. Mas antes disso, eu mesma tive que parar para pensar por quê eu leio livros. Por que não assisto filmes, séries, novelas ou jogo World of Warcraft (pra esse último dizem que a resposta é “ter uma vida”)?

O programa Espaço Aberto, da GloboNews, dedicou uma edição somente sobre o tema literatura. E o assunto tratado foram as mudanças no cenário na primeira década do século XXI: o que melhorou, que escritores surgiram, que movimentos conquistaram os leitores e os melhores livros publicados nesses 10 últimos anos. Não tenho tanto tempo assim de leitura (não assídua do jeito que sou agora), então meus comentários sobre o que foi dito no programa não devem ser muito relevantes, mas gosto de fazer esse exercício de refletir sobre o que está sendo feito no mercado editorial. E, claro, compartilhar o programa aqui, já que o assunto é de extrema relevância.

Não tem como escapar das retrospectivas quando o fim do ano se aproxima. Reavaliamos tudo o que fizemos durante o ano, lembramos das conquistas e eventuais derrotas, atribuímos notas e qualidades pelos 12 últimos meses que vivemos. Como leitora, não poderia deixar de rever tudo o que li em 2010 e fazer aquela listinha dos melhores. Foram muitos livros lidos (mais de 80), um recorde não planejado, e muitas coisas novas entraram para a lista.  Por isso, resolvi colocar aqui os cinco livros que li e mais gostei esse ano.

Sábado passado foi lançado em Porto Alegre um projetinho muito bacana. A Não Editora criou o Contém 1 Drama, uma série de poesias longas ou contos distribuídos gratuitamente pela internet que vai reunir vários autores. O primeiro poema lançado do projeto é 25 Rua do Templo, que conta na verdade com dois textos de Diego Grando inspirados em sua estadia em Paris, de onde acaba de voltar.

Na semana passada, o curso de extensão A Trajetória do Livro e da Ediçãodo qual participo –, promovido pela Unisinos, levou até os alunos os editores Paulo Lima, da L&PM, Tito Montenegro, da Arquipélago, e Carlos Gianotti, da editora da Editora Unisinos. Com conversa transmitida via webconferência – é um curso à distância –, eles foram questionados pelos alunos acerca das funções de um editor e, principalmente, sobre questões do mercado editorial, o principal assunto abordado no curso. Do que foi discutido nesse encontro, o que mais me chamou a atenção foi realmente a opinião dos editores sobre o livro digital e a importância da internet para a divulgação de lançamentos.

Ontem terminou mais uma edição desse evento que lota a Praça da Alfândega de Porto Alegre. Se bem que, nesse ano, obras na praça forçaram a 56ª Feira do Livro de Porto Alegre a se instalar nos seus arredores, com direito a uma passarela que cruzava a obra e mostrava suas estátuas enroladas em lona preta. Não era uma visão muito bonita, mas o que importava eram os livros, certo? Na Feira do Livro desse ano, prometi para mim mesma ir em pelo menos uma palestra, uma mesa. Não cumpri. O que me interessava acontecia em horários que não batiam com meu trabalho e aulas, e nos dois sábados que fui (o primeiro e o segundo), foram exclusivamente para passear.

Rá! Feliz Dia Nacional do Livro! Hoje a Biblioteca Nacional comemora 200 anos, e para comemorar a data temos nosso próprio Dia do Livro. Mais um motivo pra ler bastante. Mas não é só isso. Hoje começa em Porto Alegre a 56ª Feira do Livro, e também as votações para o Prêmio Fato Literário, que na internet já está rolando desde o começo da semana. E sabe qual é o melhor? O Gauchão de Literatura está concorrendo ao prêmio! Então fica aqui o pedido rápido e simples para votarem no Gauchão, organizado pela querida Lu Thomé e pelo Rodrigo Rosp.

Bem, já está quase acabando esse Dia das Crianças, mas queria muito fazer esse post, acho que vale a pena. A leitura, como todos devem saber, deve ser incentivada desde a infância. É aí que a pessoa vai criar interesse e, mais facilmente, começar com o hábito de leitura. Não pretendo ter filhos – uma questão bem pessoal que não vale a pena ser explicada aqui agora -, mas se tivesse o que eu mais gostaria de fazer para ele é contar histórias. Fazer ele gostar da fantasia e exercitar a imaginação desde cedo. Porque histórias infantis são a coisa mais gostosa de se ler, não importa a idade do leitor. E um ótimo mecanismo para fazer a criança aprenderem novas coisas sobre o mundo.