O modo de ler está ficando cada vez mais diferente por causa das novas tecnologias digitais. Não só em se tratando de livros “físicos”, mas o sentido geral de ler. Links, vídeos, áudio… Tudo isso agrega mais informação a uma leitura. E agora o Twitter também causa sua “revolução no modo de ler”. Um dos primeiros movimentos “literários” que vi no microblog foram os microcontos. Se não me engano, haviam até concursos para escolher o melhor. E, convenhamos, contar uma história em 140 caracteres não deve ser nada fácil.

A editora L&PM divulgou em sua newsletter uma entrevista com o professor Luís Augusto Fischer, coordenador da coleção É só o começo, que traz clássicos adaptados para leitores iniciantes. O lançamento dessa coleção, que conta com títulos como Robinson Crusué, Romeu e Julieta e O Cortiço, já foi assunto aqui no r.izze.nhas e gerou uma boa discussão sobre as alterações em livros para adequá-los a linguagem atual. Enquanto alguns tem uma visão otimista, voltada para o incentivo da leitura, outros já ficam com o pé atraz e falam da descaracterização das obras.

Quem gosta de livros automaticamente gosta de bibliotecas. E assim, é capaz de passar horas e horas dentro de uma. As estantes cheias de livros são um colírio para seus olhos, e ter tempo para usufruir do clima silencioso de uma biblioteca é o que o leitor mais quer (principalmente quando está de saco cheio do trabalho). Todos tem sua biblioteca ideal, uma imagem desse lugar que existe só na sua cabeça. Todos já pensaram em como seria a sua própria biblioteca, se tivesse uma. Que tal compartilhar essa ideia?

Vi lá no Meia Palavra que foi publicado um livro bem bacana sobre a Agatha Christie. Os livros da autora estão entre os primeiros que li e que me fizeram gostar mesmo de literatura. Então ela é um nome mais que querido na minha lista de autores preferidos, e esse lançamento acendeu a luzinha de desejos literários. O livro em questão é Agatha Christie’s Secret Notebooks, do irlandês John Curran. O que ele tem de especial? Curran fala nesse livro do processo criativo da autora, baseado nos seus estudos feitos com os cadernos de rascunho dela.

Segundo Umberto Eco, sim. “O livro, para mim, é como uma colher, um machado, uma tesoura, esse tipo de objeto que, uma vez inventado, não muda jamais”, diz o autor italiano. E concordo com ele. Em recente entrevista para o caderno Sabático, de O Estado de S. Paulo, Eco falou sobre as novas tecnologias digitais que podem mudar a forma de ler. Junto com Jean-Claude Carrière, o autor escreveu Não contem com o fim do livro, falando sobre a durabilidade do livro, sua importância.

Vamos continuar? Outro livro do sorteio é Areia nos Dentes, do Amtônio Xerxenesky. Um livro que até agora só ouvi falar bem. Porque ele merece todos os elogios que recebeu. Quer saber porque? Lê a resenha então.

Só lembrando: quem quer participar da promoção de aniversário, que vai dar 3 livros da Não Editora para um leitor do r.izze.nhas, deve deixar seu comentário nesse post aqui. Só vale um comentário por pessoa, e vai até a meia-noite de domingo. Na segunda-feira rola o sorteio, seguido do resultado. Boa sorte!!!

Para deixar todo mundo com mais vontade ainda de ler os livros promoção de aniversário de um ano do r.izze.nhas, vou republicar as resenhas dos livros que serão sorteados. O primeiro é Raiva nos Raios de Sol, de Fernando Mantelli. Nos próximos dias, posto as outras resenhas desses livros da Não Editora. Lembrando também que o resultado da promoção sai na próxima segunda-feira, dia 22. Para participar, é só deixar um comentário nesse post, até a meia-noite de domingo.  Aproveite a resenha!!!