Uma coisa bem bacana aconteceu hoje no trem enquanto eu vinha pro trabalho. Já deve ter acontecido com muita gente, mas comigo não, e também é uma coisa que eu nunca esperaria que acontecesse lá na terrinha natal. Uma mulher senta do meu lado e pergunta: “Eu tava olhando o livro que tu ta lendo, é sobre aquela família russa que foi assassinada, né?” Deu vontade até de abraçar a moça pelo interesse e curiosidade por um livro. A tal família assassinada eram os Romanov, os últimos da dinastia que comandou a Rússia por 300 anos. E o livro é Os Últimos Dias dos Romanov, da historiadora inglesa Helen Rappaport.

Terminei ontem Vergonha, de Salman Rushdie, lendo rápido porque a resenha tem que sair amanhã. Livro ótimo, para variar. E logo depois de terminar já comecei Unhas, romance policial de Paulo Wainberg (disseram que ele lê o blog, oi!!) publicado ano passado pela Leya. Li pouquinho ainda, nem no trem consegui avançar muito porque o sono atacou forte hoje de manhã, mas é um livro que parece ser rápido de ler por conta dos capítulos curtíssimos e da forma com que Wainberg está contando essa história, pelo menos agora no comecinho.

E só a segunda semana de janeiro? Jura? Parece bem mais… Poderia ser bem mais, já que início de ano nunca é muito legal. Só de pensar no monte de coisas que tem pra fazer durante o ano todo já bate um cansaço. Mas mesmo assim, continua-se lendo. No final de semana “matei” Quero Ser Reginaldo Pujol Filho – do Reginaldo Pujol Filho, hã? – e agora é a vez de Me Roubaram Uns Dias Contados, de Rodrigo de Souza Leão.

Olha eu aqui outra vez! Voltando das férias com muita animação e disposição pro trabalho (#not). Mas pro r.izze.nhas sim, e não dá para deixar de começar os trabalhos com a Leitura da Semana! Consegui terminar Hitler, de Ian Kershaw, no dia 31, em cima do prazo, e logo que voltei para casa comecei Só Garotos, biografia de Patti Smith que ganhou o Prêmio Nacional do Livro nos EUA e chegou no Brasil no final do ano pela Companhia das Letras. Mas antes de falar um pouco da leitura, Feliz Ano Novo!

Ou melhor, Leitura das Férias, porque esse livro vai me tomar muito, mas muito tempo. E espero mesmo conseguir terminar ele quando as férias terminarem. O livro é a biografia de Adolf Hitler escrita por Ian Kershaw, e é considerada a principal pesquisa sobre a vida do ditador alemão. Essa edição publicada agora pela editora Companhia das Letras é na verdade uma versão condensada da biografia de dois volumes lançada em 1998 e 2000. Condensada em1160 páginas. Por isso vai durar todas as minhas semanas de férias.

Semana passada nem fiz o Leitura da Semana porque nem valeria à pena. Quando vi, já tava terminando A Questão dos Livros, e em poucas sentadas li Ponto Final, um livro da Dublinense. Mas estava com saudade de uma história mais longa sobre alguma época antiga, e como segundo volume de O Baile das Lobas, escrito pela francesa Mireille Calmel e publicado aqui pela Nova Fronteira, estava aguardando na fila, acabei passando ele pra frente. É bom “escolher” o que ler às vezes. Então vou passar a semana toda, provavelmente, lendo só ele – se bem que meu ritmo está bem adiantado, até.

Fui na Feira do Livro de novo! Voltamos no sábado, eu e meu namorado, para passear um pouco mais. Fomos no Santander Cultural, conversamos muito com a Lu Thomé e prestigiamos a sessão de autógrafo de Crime na Feira do Livro, do Tailor Diniz, que bombou. Saí de lá com Gênesis, de Robert Crumb, e A Questão dos Livros, de Robert Darnton, ambos presentes na FLIP desse ano. Impossível resistir aos descontos. Embora estou morrendo de vontade de começar o livro do Darnton, a leitura dessa semana é A Mulher Sem Palavras, de Marcelo Barbão, publicado pela editora Vieira & Lent. Esse á para o Amálgama.

E a Feira do Livro de Porto Alegre segue bombando. Se realmente está bombando, não sei, mas fiquei bem satisfeita com a visita que fiz no sábado passado. Tanto que pretendo voltar no próximo (ou quem sabe até antes). Ainda tenho pessoas queridas pra encontrar e seguir na busca por um livro interessante e barato. Nessa primeira ida apenas incentivei o consumo desenfreado do meu namorado: ele saiu de lá com Cabeça Tubarão, A Divina Comédia (edição bilingue da Editora 34), e o primeiro volume de Peanuts Completo. Enquanto ele se delicia com esses livros, eu vou diminuindo a pilha que tenho em casa, começando com Havana, de Airton Ortiz.

Uma semana na expectativa por um feriadão que não terei. Triste, né? Sim, triste, ainda mais que chegaram mais livros do que eu previ na semana passada. Eram pra ser só dois, vieram seis e mais um de presente. Ou seja: um livro pra cada dia da semana. Impossível! Mas aí também reside minha profunda alegria, afinal, to cheia de material. Entre os que vieram estavam Bilionários Por Acaso, que terminei nesse fim de semana, e Rio Abaixo, que estou lendo agora, um lançamento da editora Record para resenhar no Meia Palavra.

Tudo parece tranquilo agora. Não tem tantos livros assim na fila aguardando minha atenção, e os que tem são tão curtinhos que em uma sentada já se lê tudo. Mas a “tormenta” se aproxima. Eu calculo que essa semana já aumente a pilha de novo! Mas vou dar conta. No fim de semana terminei A Prova dos Noves e logo já dei início ao livro A Teoria das Janelas Quebradas, de Drauzio Varella, que a Companhia das Letras me enviou  faz algumas semanas. Não sei exatamente por que não comecei antes, talvez por pensar que o texto do famoso doutor do Fantástico fosse truncado. Mas não é.