manicômioNascido em 1950, Patrick McGrath cresceu próximo ao hospital psiquiátrico que seu pai dirigia. Certamente, essa vida que ele levou tão próximo de um lugar repleto de pessoas de comportamentos estranhos e perigosos o inspirou a escrever o livro Manicômio. O romance é narrado pelo médico psiquiatra Peter Cleave, um dos médicos mais experientes de um hospício na Inglaterra, no final dos anos 1950. Ele trata de Edgar Stark, um artista que, depois de assassinar sua mulher, está há cinco anos internado nesse hospital, com o diagnóstico de psicose paranóica. Edgar acaba por se envolver com Stella Raphael, a atraente esposa do vice-superintendente da clínica.

sharpeSe O Tigre de Sharpe não tivesse o nome do autor na capa, saberia dizer de quem era o livro do mesmo jeito, a narração de Bernard Cornwell é única. O livro faz parte da grande série As Aventuras de Sharpe, que teve seu início em 1981 e já soma 21 livros na Inglaterra. Aqui no Brasil contamos com sete volumes que não seguem a ordem de publicação original, mas sim a ordem cronológica da História.

crepusculoTodos têm que ter uma opinião sobre best-sellers, por mais tardia que seja. E para ter uma opinião sobre certa coisa, é necessário conhecê-la, por isso resolvi ler Crepúsculo, de Stephenie Meyer. As críticas sobre a criação da autora são muitas. Os fãs rechaçam os que falam mal dos livros, os que falam mal desprezam os fãs. Há exceções, claro, mas falo do comportamento mais freqüente. Todo esse frenesi em cima da série Twilight me deixou muito curiosa, e eu não gosto de ficar nesse estado por muito tempo. Queria logo saber se o livro era aquela grande porcaria como alguns diziam, ou se era a obra mais maravilhosa de todos os tempos. Consegui o livro por um preço que não me deixaria frustrada caso não gostasse dele, e comecei logo a leitura.

o-condenadoNo início do século XIX, Charles Corday, um pintor inglês, é acusado de assassinar uma cliente, a condessa de Avebury. Ele foi julgado e condenado à forca, porém, uma semana antes de sua execução, a mãe de Corday, com intervenção da rainha da Inglaterra, consegue reaver o caso. Para investigar se o pintor é ou não inocente, o capitão Rider Sandman, que lutou em Waterloo, é contratado. Sandman esperava apenas uma confissão de Corday, mas alguns fatos revelados ao capitão fizeram com que ele se empenhasse em descobrir a verdade por trás desse assassinato.

capa - NY novo.aiLarry Rohter é um jornalista americano que foi correspondente no Brasil para o jornal New York Times, e ficou mais conhecido aqui quando escreveu uma matéria sobre o tão comentado gosto pela bebida do nosso presidente, O Cara. Foi quase mandado embora do país pelo governo, e a imprensa usou esse episódio para fazer um belo escândalo acima do estrangeiro que falou mal de Lula, mas não de Bush. Enfim, essa introdução é só pra situar os esquecidos de quem é Larry Rohter. Ele já foi correspondente aqui para o The Washington Post e para a revista Newsweek, mas seu último trabalho no Brasil foi para o New York Times, onde escreveu matérias sobre o país de 1999 até 2007. Deu no New York Times reúne essas matérias, com comentários sobre as mais polêmicas e inusitadas reportagens e ainda as impressões do jornalista sobre o Brasil.

o fantasmaTem livros que, logo de início, percebemos que vão proporcionar boas horas de entretenimento. São aqueles que fluem, não cansam, instigam. O Fantasma, de Robert Harris, mostrou no primeiro parágrafo que é um desses livros.

A história é narrada por um ghost-writer, contratado para escrever um livro sobre Adam Lang, o fictício ex-primeiro ministro britânico. Na verdade, escrever sua auto-biografia. Isso mesmo, ghost-writers são autores que escrevem em nome de outras pessoas. Por isso são chamados de fantasmas. Para o azar do nosso narrador, justamente quando ele assume o trabalho do livro, estoura um escândalo envolvendo Adam Lang, acusado de crime de guerra. Isso faz com que ele se arrependa amargamente por ter aceitado esse trabalho.

elloryEram 10 garotas, entre 7 e 12 anos de idade. Todas eram lindas, meigas, boas filhas. Todas foram violentadas, assassinadas, esquartejadas e largadas por aí, para serem encontradas por qualquer pessoa. Joseph Calvin Vaughan, de 12 anos, colega de algumas delas, se sente misteriosamente ligado a todas. Se sente responsável pelas meninas, tendo que protegê-las do monstro que as machuca. Talvez seja porque os crimes começaram logo depois que seu pai morreu, talvez não. Augusta Falls, Geórgia, Estados Unidos, 1939. Onde tudo começou. E nos anos seguintes os crimes se estendem para outras localidades. Durante 30 anos, meninas sofreram, e Joseph sofreu junto. E isso durou por toda a sua vida.

Eu não queria fazer uma resenha sobre esse livro, mas uma frase, escrita à caneta na última página (peguei o livro na biblioteca), me fez escrever isso.

“Que coisa, não?”

imagem3Direi Que Lembro de Você é um livro meio que auto-biográfico escrito por William Peter Blatty, autor d’O Exorcista. Nele, Blatty conta sua infância e também casos da época em que estava escrevendo sua famosa obra, sem respeitar a ordem cronológica, apenas apresentando os fatos aleatoriamente. Digo que é “meio auto-biográfico” porque o livro é centrado em sua mãe. Todas as coisas narradas pelo autor estão fortemente ligadas à ela. O livro é, na verdade, uma homenagem para a senhora Mary Blatty. O título mostra bem isso. É uma música que ela sempre cantava.

a-leste-do-edenEnquanto eu lia A Leste do Éden, de John Steinbeck, várias pessoas me perguntaram do que se tratava o livro. Eu não sabia o que responder. Isso porque é uma obra cheia de personagens, com muitas histórias que se cruzam. Eu não conseguia, na primeira parte do livro, descobrir qual era o enredo dele. Mas o adorava mesmo assim.

servoQue ironia. O primeiro livro que leio da Anne Rice não tem vampiros! Pois é, eu que fui na biblioteca à procura do nome dela pra ler sobre os seres dentucinhos e branquelos (nada contra vampiros negros, apenas uma analogia à falta de luz solar) acabei me interessando por uma obra sem vampiros. Em O Servo dos Ossos, Azriel, um jovem da Babilônia, é sacrificado em homenagem a um deus. No que seria seu sepultamento, feiticeiros ambiciosos de seu povo tentam transformá-lo em um demônio que seria capaz de fazer tudo o que seu mestre desejasse. O bom sacerdote se torna, então, O Servo dos Ossos, fadado à imortalidade e a cometer atos malignos em nome de seus mestres, porém amante da bondade e da justiça.