Ontem uma notícia indignou blogueiros de todas as áreas, e principalmente das que tratam de literatura.  Denise Bottmann, tradutora  e autora do blog Não Gosto de Plágio, foi processada pela editora Landmark por apresentar indícios de que houve plagio de tradução em um de seus livros. Eu vi a notícia primeiro no Livros e Afins, e logo ela se espalhou por diversos outros blogs que apoiam a iniciativa da blogueira.

Há seis mil anos, mais precisamente no dia 21 de outubro, Deus criou o mundo. Fez os animais, as plantas, céu, oceanos, essas coisas todas. Fez um paraíso e nele pôs um homem. Depois uma mulher. Para guardar os portões do Éden, escalou um anjo com uma espada flamejante. Mas isso não impediu que um outro anjo rastejasse do céu até a Terra. Então ele se transformou em um demônio. Ou melhor, numa cobra. A partir daí, anjo e demônio, ou Aziraphale e Crowley, conviveram até o fim dos tempos. Eram inimigos tão próximos que poderiam ser considerados amigos.

Existem três livros que são referência quando se fala em obras de ficção científica do século XX. Publicados em décadas diferentes e por autores diferentes, os três juntos são considerados uma trilogia que mostra um futuro apocalíptico assustador a quem está acostumado às regras atuais (ou daquela época) que vigoram na sociedade. Mesmo datando de muitos anos atrás, quando a tecnologia era mais escassa e nem se ouvia falar em telefones celulares, esses três livros não deixam de conter um enredo atual. Tratam-se de Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, 1984, de George Orwell, e Laranja Mecânica, de Anthony Burgess.

A Grã-Bretenha tem uma das maiores lendas de guerreiros e reis, e uma história farta de grandes batalhas que consagraram a literatura com as mais incríveis personagens. Infelizmente, a maior de todas essas pessoas é aquela sobre a qual menos sabemos. Incluindo a incerteza sobre sua existência. Trata-se do rei Artur, um homem que trouxe a paz na Grã-Bretanha através do seu bom caráter e da ajuda dos deuses pagãos. Suas narrativas apresentam um ambiente repleto de magia, e conforme o autor, pessoas presentes em sua vida são mais ou menos importantes.

Há um tempinho, lá no fórum Meia Palavra a Mi Muller (sorry, não acho a trema no teclado do note =B) abriu um tópico sobre Ex Libris. E eu, na minha curiosidade, entrei pra ver do que se tratava, porque  não fazia ideia do que era isso. Se alguém por acaso não sabe o que é também, aqui vai uma explicação arrancada do blog Bibliophile, da Mi:

Ex libris é uma expressão latina que significa literalmente dos livros empregada para determinar a propriedade de um livro. Portanto, ex libris é um complemento circunstancial de origem (ex + caso ablativo) que indica que tal livro é “propriedade de” ou “da biblioteca de”.

Mais um livro da Não Editora caiu em minhas mãos. E para não fugir da tradição, é mais um livro bom. E de contos. Trata-se de Fora do Lugar, um dos recentes lançamentos da cena literária gaúcha. O livro é a segunda publicação de Rodrigo Rosp, que em 2007 lançou A Virgem que não Conhecia Picasso. Bem humorado, de uma maneira bem cafajeste (classificação minha), o autor apresenta diversas histórias que chegam a beirar ao absurdo.

Joana D’Arc, o coelho branco de Alice no País das Maravilhas, guerras nucleares. Assuntos assim só podem estar reunidos em uma compilação de contos. E eles estão em Anacrônicas: Pequenos Contos Mágicos, de Ana Cristina Rodrigues. Em textos curtos e deliciosos, a autora nos transporta para diversos mundos onde o fantástico toma conta. Passado, futuro e clássica ficção são base para montar suas histórias mágicas.

Um homem relativamente jovem está em crise. Pretende se separar da segunda esposa, sua mãe está internada com poucos dias de vida, e o resto de sua família o despreza. Ele escolheu caminhos opostos aos da família, e nada do que era esperado dele se concretizou. Em Explicação dos Pássaros Rui S. compartilha seus últimos dias de vida, carregados de lembranças e previsões para seu futuro. O quarto romance do português António Lobo Neto, em nova edição pelo selo Alfaguara, da Objetiva, narra de forma densa uma história onde o destino não pode ser alterado.