Mil novecentos e noventa e sete. Nossa tecnologia é mais avançada do que temos registro. Portais colapsares possibilitam que humanos cruzem milhares de anos-luz em um piscar de olhos, sofrendo dilatações no tempo. Estamos prestes a travar a primeira batalha contra os taurianos. Entre os escolhidos para integrar a primeira tropa está William Mandella. Formado em física, ele  preferia não ir ao espaço aprender táticas de combate. Preferia não segurar armas. Preferia não matar. Tinha certeza de que a guerra não tinha sentido.

o-vampiro-antes-de-dráculaCrepúsculo, True Blood, Vampire Diaries. Antes disso, Entrevista com o Vampiro. Bem antes disso, Drácula. Os vampiros são moda, caem no esquecimento e ressurgem mais fortes e diferentes a cada ida e vinda. De Drácula aos romances vampíricos para adolescentes houve imensas mudanças. Evolução (ou não) do mito vampiresco, suas origens podem acabar se perdendo. Por que então não abandonar um pouco as modinhas e voltar para as suas origens?

o-laço-duplo1Chris Bohjalian se apaixonou pelo clássico O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald, e dele escreveu O Laço Duplo. Um livro onde tudo parece ser real, mas há muito mais coisas por trás daquilo que é narrado. Laurel Eastbrook tinha 19 anos, estava no segundo ano da faculdade em Burlington e adorava andar de bicicleta no morro Underhill. Em um de seus passeios, foi atacada por dois homens que tentaram estuprá-la e matá-la. Anos depois, já formada e com seus agressores na cadeia, Laurel, assistente social em um abrigo para sem-tetos, volta a se deparar com a fatídica tarde de domingo em Underhill.

Certo, a tal novela das oito acabou, mas ainda é tempo de falar sobre ela. Isso porque a última trama de Glória Perez deixou uma nova marca nos brasileiros, que durante meses acompanharam Maya, Raj e Bahuan na mais nova ponte aérea novelística: Brasil-Índia. Assim, o “inshalá” de O Clone foi substituído pelo “are baba” de Caminho das Índias, e um pouco daquele grande país foi apresentado aos brasileiros que só ouviram falar da Índia na escola (e nem se lembram).

os-filhos-do-imperadorAclamado pela crítica, Os Filhos do Imperador, romance da americana Claire Messud, não fez muito sucesso entre os leitores. Situada na Nova York anterior aos ataques terroristas de 11 de setembro, a trama de Claire conta a história de três amigos formados em jornalismo que se vêem aos 30 anos de idade certos de que foram designados para uma grande tarefa. Porém, não tem ideia de que grande contribuição eles darão ao mundo, nem de como fazer isso.

Tem certas obras que, mesmo com bom enredo, sendo bem escritas e envolventes, não marcam tanto o leitor. São aquelas que classificamos como “mais ou menos”, que não são ruins, mas também não surpreendem. Infelizmente, no mundo há mais livros assim do que os realmente bons, e felizmente são maioria em relação aos ruins também.

É raro encontrar um livro e achá-lo “revolucionário” logo no primeiro capítulo. Geralmente, nas últimas páginas o livro mostra para o que veio. É justamente aqui que uma obra pode passar de livrinho água com açúcar para figurar nas listas das melhores narrativas. Faço então a minha lista de livros com finais que mudaram totalmente a minha opinião sobre eles. Não se preocupem, não haverá spoiler algum aqui.

londres-o-romanceMuitas vezes, um romance histórico tem como tema algum conflito importante ou personalidades aclamadas pelos seus atos. São narrados acontecimentos que marcaram épocas, aqueles que mudaram os rumos da sociedade ou pelo menos de uma parcela dela. Porém, eu nunca vi um livro cujo tema central era uma cidade e o que aconteceu com ela no decorrer dos anos. Pois é disso que se trata o livro Londres, O Romance, do escritor Edward Rutherfurd, que narra os momentos marcantes da capital londrina por dois mil anos.

a-chave-de-michelangeloO Código da Vinci, de Dan Brown, despertou reações diferentes nas pessoas que o leram. A Igreja não gostou, alguns leitores viram a história como uma grande jogada para vender milhões, outros consideraram o melhor livro do mundo, e alguns taxaram apenas como mais uma obra ocupando espaço nas prateleiras. Porém, para Sérgio Ubirajara de Amorim o Código da Vinci foi além: despertou nele a vontade de ser escritor. Depois de um ano e meio de pesquisas e horas em frente ao computador nasceu A Chave de Michelangelo, primeira obra escrita pelo autor.

fiuzaAo ler um jornal ou ver um noticiário na TV, sempre nos indignamos quando a notícia se trata de um bandido que não recebeu a pena que merecia. A visão que temos deles são de pessoas preguiçosas, que vivem às custas dos outros e só se aproveitam dos nossos ganhos, roubando ou enganando. Provavelmente, foi esse o sentimento de muitas pessoas em 1995, no Rio de Janeiro, acerca da prisão de João Guilherme Estrella. Porém, se essas pessoas lerem Meu nome não é Johnny, do jornalista Guilherme Fiuza, essa opinião mudará drasticamente.

a-distancia-entre-nosEm Bombaim, na Índia, há duas mulheres cuja relação foge ao comum quando se fala de patroa e empregada. Bhima trabalha há anos na casa de Sera, e a história das duas é o enredo de A Distância Entre Nós, da jornalista Thrity Umbrigar. Sera é de uma família rica. Viúva, mora com a filha e o genro. Já Bhima sempre foi pobre, mas as complicações de sua vida a fizeram piorar essa condição. Agora, a preocupação com o rumo que Maya, sua neta, irá tomar preocupa essa senhora.