O tempo é o futuro, o povo é evoluído. Ainda há reis, ou rainhas, não se sabe dizer o certo, pois homens e mulheres são iguais. Lá é frio, muito frio. Por isso, é conhecido como Inverno. Mas essa não é uma Terra do futuro, com seus efeitos climáticos catastróficos resultando numa nova Era Glacial. Esse é Gethen, um planeta muito distante, e que há dois anos abriga Genly Ai, um terráqueo a serviço do Ekumen. Sua missão é convencer Gethen a se juntar ao grupo de mais de 80 planetas que visa a troca comercial e cultural entre seus habitantes.

No mundo da literatura, acompanhamos diversos tipos de pessoas de lugares distantes e inimagináveis, e que geralmente existem apenas na ficção. No máximo, inspiram-se em algum nome notório, uma técnica que estimula ainda mais a fantasia do leitor. Mas e se uma personagem de um livro qualquer realmente existisse? Não no sentido de ser parecido com ela, mas de ser ela mesmo? E se essa personagem descobrir que toda sua vida foi escrita, guiada por uma linha de texto? Provavelmente, a concepção de que todos são livres e donos do seu próprio destino cairia por terra.

Em 1998, um dos mais famosos assassinos do país foi preso. Francisco de Assis, o Maníaco do Parque, condenado por estupro e assassinato. Ele seduzia suas vítimas, as atraía para uma clareira no meio de um parque e ali praticava seus crimes. Durante meses ele foi a atração principal dos noticiários, aparecendo em todos os telejornais. Enquanto a opinião pública o execrava pelos crimes que cometeu, um grupo de mulheres lhe enviavam cartas de amor, esperando dele uma demonstração de carinho.

Não me lembro de ter lido algum livro sobre o Velho Oeste antes. Sobre zumbis já li. Mas zumbis no faroeste é inédito. Para quem ficou intrigado com a mistura, pode conferir ela em Areia nos Dentes, do gaúcho Antônio Xerxenesky. Publicado pela Não Editora, o livro narra a história de Juan Ramírez, filho de Miguel, que tem uma rixa com a família Marlowe. Os Ramírez desconfiam que os Marlowes escondem alguma coisa no seu porão. Porém, há mais do que isso. É uma narração dentro de uma narração. A história é contada por outro Juan, descendente do primeiro, um velho morador da Cidade do México que vê no livro uma forma de dar mais ação a história de sua família.

Mil novecentos e noventa e sete. Nossa tecnologia é mais avançada do que temos registro. Portais colapsares possibilitam que humanos cruzem milhares de anos-luz em um piscar de olhos, sofrendo dilatações no tempo. Estamos prestes a travar a primeira batalha contra os taurianos. Entre os escolhidos para integrar a primeira tropa está William Mandella. Formado em física, ele  preferia não ir ao espaço aprender táticas de combate. Preferia não segurar armas. Preferia não matar. Tinha certeza de que a guerra não tinha sentido.

o-vampiro-antes-de-dráculaCrepúsculo, True Blood, Vampire Diaries. Antes disso, Entrevista com o Vampiro. Bem antes disso, Drácula. Os vampiros são moda, caem no esquecimento e ressurgem mais fortes e diferentes a cada ida e vinda. De Drácula aos romances vampíricos para adolescentes houve imensas mudanças. Evolução (ou não) do mito vampiresco, suas origens podem acabar se perdendo. Por que então não abandonar um pouco as modinhas e voltar para as suas origens?

o-laço-duplo1Chris Bohjalian se apaixonou pelo clássico O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald, e dele escreveu O Laço Duplo. Um livro onde tudo parece ser real, mas há muito mais coisas por trás daquilo que é narrado. Laurel Eastbrook tinha 19 anos, estava no segundo ano da faculdade em Burlington e adorava andar de bicicleta no morro Underhill. Em um de seus passeios, foi atacada por dois homens que tentaram estuprá-la e matá-la. Anos depois, já formada e com seus agressores na cadeia, Laurel, assistente social em um abrigo para sem-tetos, volta a se deparar com a fatídica tarde de domingo em Underhill.

Certo, a tal novela das oito acabou, mas ainda é tempo de falar sobre ela. Isso porque a última trama de Glória Perez deixou uma nova marca nos brasileiros, que durante meses acompanharam Maya, Raj e Bahuan na mais nova ponte aérea novelística: Brasil-Índia. Assim, o “inshalá” de O Clone foi substituído pelo “are baba” de Caminho das Índias, e um pouco daquele grande país foi apresentado aos brasileiros que só ouviram falar da Índia na escola (e nem se lembram).

os-filhos-do-imperadorAclamado pela crítica, Os Filhos do Imperador, romance da americana Claire Messud, não fez muito sucesso entre os leitores. Situada na Nova York anterior aos ataques terroristas de 11 de setembro, a trama de Claire conta a história de três amigos formados em jornalismo que se vêem aos 30 anos de idade certos de que foram designados para uma grande tarefa. Porém, não tem ideia de que grande contribuição eles darão ao mundo, nem de como fazer isso.

Tem certas obras que, mesmo com bom enredo, sendo bem escritas e envolventes, não marcam tanto o leitor. São aquelas que classificamos como “mais ou menos”, que não são ruins, mas também não surpreendem. Infelizmente, no mundo há mais livros assim do que os realmente bons, e felizmente são maioria em relação aos ruins também.

É raro encontrar um livro e achá-lo “revolucionário” logo no primeiro capítulo. Geralmente, nas últimas páginas o livro mostra para o que veio. É justamente aqui que uma obra pode passar de livrinho água com açúcar para figurar nas listas das melhores narrativas. Faço então a minha lista de livros com finais que mudaram totalmente a minha opinião sobre eles. Não se preocupem, não haverá spoiler algum aqui.