“Vampiros me parece ser o clichê da década”, disse um leitor do r.izze.nhas. Ele está certo. Mas nesse momento, o clichê está mais ligado a personagens embebidos em leite condensado. Ou lantejoulas. Doce demais enjoa, sempre disse minha mãe, e o mesmo acontece com personagens com mel em demasia. Os vampiros que fazem sucesso hoje infelizmente são assim. É interessante ver uma abordagem diferente, mas preferimos que eles não fujam tanto daquilo que conhecemos.

As capas agradaram a poucos, mas sem dúvida a Coleção Douglas Adams é um ótimo pedido. Lançado pela Sextante há algum tempo, o box traz todos os cinco livros do autor que encantaram leitores do mundo todo: O Guia do Mochileiro das Galáxias; O Restaurante no Fim do Universo; A Vida, o Universo e Tudo Mais; Até Mais e Obrigado pelos Peixes! e Praticamente Inofensiva. Considero essa série, ao lado de Belas Maldições, do Neil Gaiman e Terry Pratchett, uma das melhores obras de humor e, claro, crítica ao modo de viver.

A editora L&PM lançou uma coleção que vai dividir opiniões. É Só o Começo é uma reunião de grandes obras da literatura nacional e internacional direcionada para “neoleitores”, adultos com pouca familiaridade com a literatura e alunos até a 8ª série. Os livros sofreream adaptações no vocabulário para facilitar a compreensão dos textos, a fim de trazer para a leitura aqueles que não se interessam pelos livros por os considerarem difíceis de ler.

Existem temas que cativam leitores de todos os estilos, envolvendo em narrativas que encantam ao mesmo tempo em que assustam. Ou será que o encanto vem justamente dos sustos? Estou falando das histórias de fantasmas. O relato de alguma aparição, pelo menos, todo mundo já ouviu, esse é tema recorrente em rodas de conversas. Fantasmas prendem até aqueles que dizem não gostar do assunto, contribuindo para que as histórias sejam tão propagadas e ouvidas. Agora, adoradores do sobrenatural conseguiram uma boa fonte de “causos” fantasmagóricos: O grande livro de histórias de fantasmas.

Jovens escritores sempre pipocaram na literatura, mas não é fácil encontrar um que seja realmente bom. Christopher Paolini, que escreveu Eragon aos 15 anos de idade, deixou a desejar, e é assim com a maioria dos adolescentes que tiveram algum livro publicado. Acabam merecendo crédito apenas por terem escrito algo em plena juventude, e só. Mas com Nick McDonell foi diferente. Aos 17 anos, durante suas férias de verão, escreveu Doze, seu livro de estréia, publicado aqui pela Geração Editorial. O livro foi muito bem aceito pela crítica, que o considerou O Apanhador no Campo de Centeio da atualidade.

Estava pesquisando coisas interessantes aqui para o r.izze.nhas e me deparei com um texto muito bom sobre livros ironicamente proibidos de serem vendidos, a maioria nos EUA. O artigo é do site 11 Points, de Sam Greenspan, que se destina a fazer listas, tipo um Top 10, só que com 11 itens, óbvio. Não vou fazer uma tradução do texto, até porque meu inglês é bem ruinzinho, mas dar uma geral do  sobre os livros censurados da forma mais… irônica.

Em 1500, na França, Isabel estava prestes a se casar e fugir com seu noivo para não ter que se submeter à Francisco de Chazeron, senhor de Vollore, em plena noite de núpcias. Porém, a fuga não dá certo. Isabel é capturada, e vê seu marido morrer tentando salvá-la. Ela é castigada por Chazeron, que a deixa à mercê dos lobos famintos. Mas Isabel não é uma mulher comum. Sua família tem o sangue dos lobos correndo nas veias, e ela se refugia em uma caverna com eles. Seu único desejo agora é se vingar. E depois de 15 anos, esse desejo persiste.