o-condenadoNo início do século XIX, Charles Corday, um pintor inglês, é acusado de assassinar uma cliente, a condessa de Avebury. Ele foi julgado e condenado à forca, porém, uma semana antes de sua execução, a mãe de Corday, com intervenção da rainha da Inglaterra, consegue reaver o caso. Para investigar se o pintor é ou não inocente, o capitão Rider Sandman, que lutou em Waterloo, é contratado. Sandman esperava apenas uma confissão de Corday, mas alguns fatos revelados ao capitão fizeram com que ele se empenhasse em descobrir a verdade por trás desse assassinato.

capa - NY novo.aiLarry Rohter é um jornalista americano que foi correspondente no Brasil para o jornal New York Times, e ficou mais conhecido aqui quando escreveu uma matéria sobre o tão comentado gosto pela bebida do nosso presidente, O Cara. Foi quase mandado embora do país pelo governo, e a imprensa usou esse episódio para fazer um belo escândalo acima do estrangeiro que falou mal de Lula, mas não de Bush. Enfim, essa introdução é só pra situar os esquecidos de quem é Larry Rohter. Ele já foi correspondente aqui para o The Washington Post e para a revista Newsweek, mas seu último trabalho no Brasil foi para o New York Times, onde escreveu matérias sobre o país de 1999 até 2007. Deu no New York Times reúne essas matérias, com comentários sobre as mais polêmicas e inusitadas reportagens e ainda as impressões do jornalista sobre o Brasil.

o fantasmaTem livros que, logo de início, percebemos que vão proporcionar boas horas de entretenimento. São aqueles que fluem, não cansam, instigam. O Fantasma, de Robert Harris, mostrou no primeiro parágrafo que é um desses livros.

A história é narrada por um ghost-writer, contratado para escrever um livro sobre Adam Lang, o fictício ex-primeiro ministro britânico. Na verdade, escrever sua auto-biografia. Isso mesmo, ghost-writers são autores que escrevem em nome de outras pessoas. Por isso são chamados de fantasmas. Para o azar do nosso narrador, justamente quando ele assume o trabalho do livro, estoura um escândalo envolvendo Adam Lang, acusado de crime de guerra. Isso faz com que ele se arrependa amargamente por ter aceitado esse trabalho.

elloryEram 10 garotas, entre 7 e 12 anos de idade. Todas eram lindas, meigas, boas filhas. Todas foram violentadas, assassinadas, esquartejadas e largadas por aí, para serem encontradas por qualquer pessoa. Joseph Calvin Vaughan, de 12 anos, colega de algumas delas, se sente misteriosamente ligado a todas. Se sente responsável pelas meninas, tendo que protegê-las do monstro que as machuca. Talvez seja porque os crimes começaram logo depois que seu pai morreu, talvez não. Augusta Falls, Geórgia, Estados Unidos, 1939. Onde tudo começou. E nos anos seguintes os crimes se estendem para outras localidades. Durante 30 anos, meninas sofreram, e Joseph sofreu junto. E isso durou por toda a sua vida.

Eu não queria fazer uma resenha sobre esse livro, mas uma frase, escrita à caneta na última página (peguei o livro na biblioteca), me fez escrever isso.

“Que coisa, não?”

imagem3Direi Que Lembro de Você é um livro meio que auto-biográfico escrito por William Peter Blatty, autor d’O Exorcista. Nele, Blatty conta sua infância e também casos da época em que estava escrevendo sua famosa obra, sem respeitar a ordem cronológica, apenas apresentando os fatos aleatoriamente. Digo que é “meio auto-biográfico” porque o livro é centrado em sua mãe. Todas as coisas narradas pelo autor estão fortemente ligadas à ela. O livro é, na verdade, uma homenagem para a senhora Mary Blatty. O título mostra bem isso. É uma música que ela sempre cantava.

a-leste-do-edenEnquanto eu lia A Leste do Éden, de John Steinbeck, várias pessoas me perguntaram do que se tratava o livro. Eu não sabia o que responder. Isso porque é uma obra cheia de personagens, com muitas histórias que se cruzam. Eu não conseguia, na primeira parte do livro, descobrir qual era o enredo dele. Mas o adorava mesmo assim.

servoQue ironia. O primeiro livro que leio da Anne Rice não tem vampiros! Pois é, eu que fui na biblioteca à procura do nome dela pra ler sobre os seres dentucinhos e branquelos (nada contra vampiros negros, apenas uma analogia à falta de luz solar) acabei me interessando por uma obra sem vampiros. Em O Servo dos Ossos, Azriel, um jovem da Babilônia, é sacrificado em homenagem a um deus. No que seria seu sepultamento, feiticeiros ambiciosos de seu povo tentam transformá-lo em um demônio que seria capaz de fazer tudo o que seu mestre desejasse. O bom sacerdote se torna, então, O Servo dos Ossos, fadado à imortalidade e a cometer atos malignos em nome de seus mestres, porém amante da bondade e da justiça.

9789722334945_1229688466Um homem culto e charmoso que vai visitar uma famosa e antiga cidade. Lá ele encontra uma linda mulher que o ajuda e pela qual ele se apaixona. Descobrem um grande segredo e tentam desvendá-lo enquanto muitas pessoas os perseguem. Tirando o fato de que, em O Código da Vinci de Dan Brown, o livro já começa com a ação propriamente dita, o Enigma Vivaldi apresenta uma enjoativa forma de desenrolar os acontecimentos da trama. Mas as características das personagens e o uso de nomes renomados na qual a história se baseia (mais teorias conspiratórias e grupos secretos), faz com que a obra de Peter Harris não passe de uma cópia da de Brown. Só que pior.

256192_4Anthony Burgess é considerado, juntamente com George Orwell (1984) e Aldous Huxley (Admirável Mundo Novo), um dos mestres da ficção do século XX, devido à grande obra Laranja Mecânica. Narrado por Alex, o livro mostra uma Londres “ultra-violenta”, onde os jovens maltratam as pessoas, sejam crianças, adultos ou idosos. A polícia não consegue impor a lei, e consegue ser tão violenta quanto as gangues de adolescentes que tentam combater. Alex é líder de uma dessas gangues e, ao ser preso depois de matar uma velha senhora, passa por um tratamento pesado de recuperação, que pretende tirar dele toda a vontade de praticar atos imorais.

9788560280131O romance A Esposa Bórgia, de Jeanne Kalogridis, conta a história da famosa e conturbada família Bórgia, narrada na perspectiva da heroína, a princesa de Nápoles Sancha de Aragão. Casada com Jofre, um dos filhos de Rodrigo Bórgia, o papa Alexandre VI, Sancha se vê presa numa rede de segredos e planos da família do papa, sendo obrigada a controlar suas emoções e manter segredos para proteger não só a sua vida, mas também o reino de sua família e, principalmente, a pessoa que mais ama, seu irmão Afonso. Incesto, estupro e assassinato são cometidos impiedosamente por César e Juan, filhos do papa, e pelo próprio Alexandre VI, e no meio disso tudo está Lucrecia, filha do pontífice, que se vê dependente do pai e dos irmãos perante ameaças, e abdica de seus sentimentos para agradá-los, acreditando evitar maiores males. Sancha assiste a tudo isso de olhos bem abertos e boca fechada, procurando manter Lucrecia, sua amiga, o mais feliz possível, e ao mesmo tempo buscando meios para se livrar de tal tormento.