Desde o início, quando o homem-macaco ainda estava enfrentando tempos de escassez e fome, o que proporcionou sua sobrevivência foram as armas. Com uma pedra pontuda e afiada na mão, ele descobriu que podia matar animais para comer, o que lhe daria mais alimento e não o faria depender apenas das plantas e frutas providas pela natureza. Com as armas, pôde afugentar seus inimigos e predadores. E conforme as armas foram evoluindo, o homem-macaco também passou por mudanças, adquirindo novas habilidades, ficando mais frágil fisicamente, porém mais inteligente – se tornou homo sapiens A curiosidade sobre o lugar em que vive e sobre o que o homem é levantou perguntas complexas, como, por exemplo, se a Terra é o único planeta com vida inteligente no Universo. Em 2001: Uma odisseia no espaço livro escrito por Arthur C. Clarke simultaneamente com o roteiro do filme de Stanley Kubrick – existe inteligência além da nossa. E foram os alienígenas os responsáveis pelo despertar da mente humana.

A visita de um artefato alienígena à Terra dá início à história de um dos maiores clássicos da ficção científica. Após narrar detalhadamente a vida de uma tribo do ancestral do homem na África, Clarke dá um gigante salto no tempo, partindo para os anos 1990, onde Dr. Floyd está viajando à Lua para resolver uma questão confidencial do governo norte-americano. Algo aconteceu na base lunar, e ele é o responsável por descobrir o quê. Ele e sua equipe de cientistas se deparam com um monolito, um artefato escuro, como se feito de puro material preto, com dimensões precisas e, segundo seus cálculos, enterrado nas rochas da Lua muito tempo antes de existir vida humana como a conhecemos. Aquilo não poderia, de forma alguma, ter sido construído pelo homem, e não estava lá no satélite da Terra desde sempre. O monolito foi deliberadamente escondido. Ou seja, houve vida inteligente no Universo além da Terra. A dúvida é: aqueles que deixaram o monolito na Lua ainda existiam?

Para celebrar a ficção científica e, ao mesmo tempo, divulgar novos escritores, foi criado o Projeto Portal. Trata-se de uma revista distribuída gratuitamente entre ávidos leitores amantes do gênero sci-fi dividida em seis volumes semestrais que homenageiam grandes escritores e obras. A última edição organizada por Nelson de Oliveira foi a Portal 2001, referindo-se, claro, a 2001 – Uma Odisséia no Espaço. Entre passado e futuro, monstros e humanos, vemos diversas abordagens da ficção científica que juntas podem compor uma bela viagem pelo espaço.