Tinha largado totalmente essa (pequena, possessiva e materialista) sessão do blog, mais eis que a Feanari, lá do Blablabla Aleatório, fez com que eu me lembrasse de um grande desejo meu: a série As Aventuras de Sharpe, de Bernard Cornwell. Mas esse não é um desejo simples. A série que narra batalhas das Guerras Napoleônicas na visão do militar Richard Sharpe tem, digamos, um número considerável de exemplares. E não é só os que já foram publicados aqui no Brasil que eu quero. Aí fica complicado.

A Grã-Bretenha tem uma das maiores lendas de guerreiros e reis, e uma história farta de grandes batalhas que consagraram a literatura com as mais incríveis personagens. Infelizmente, a maior de todas essas pessoas é aquela sobre a qual menos sabemos. Incluindo a incerteza sobre sua existência. Trata-se do rei Artur, um homem que trouxe a paz na Grã-Bretanha através do seu bom caráter e da ajuda dos deuses pagãos. Suas narrativas apresentam um ambiente repleto de magia, e conforme o autor, pessoas presentes em sua vida são mais ou menos importantes.

Finalmente o Natal chegou. E o fim de ano. E o feriadão. E a festança. Mas nunca, nunquinha, vou tirar férias das minhas leituras, e no Natal e Ano Novo vão ser recheados de livros. Assim espero. Até porque, estarei sem internet e alguns dias sem celular, lá por Santa Catarina. Vou ter que me entreter de algum jeito, né?

Para entrar no clima feliz do Natal, escolhi um romance pra esquecer dos dias de aula e trabalho. O Rei do Inverno, de Bernard Cornwell (Record), foi o eleito. Mais de 500 páginas para me desligar de vez da vidinha profissional. Para quem não sabe, ele é o primeiro livro das Crônicas de Artur e, obviamente, é sobre o mais famoso rei da Inglaterra.

sharpeSe O Tigre de Sharpe não tivesse o nome do autor na capa, saberia dizer de quem era o livro do mesmo jeito, a narração de Bernard Cornwell é única. O livro faz parte da grande série As Aventuras de Sharpe, que teve seu início em 1981 e já soma 21 livros na Inglaterra. Aqui no Brasil contamos com sete volumes que não seguem a ordem de publicação original, mas sim a ordem cronológica da História.

o-condenadoNo início do século XIX, Charles Corday, um pintor inglês, é acusado de assassinar uma cliente, a condessa de Avebury. Ele foi julgado e condenado à forca, porém, uma semana antes de sua execução, a mãe de Corday, com intervenção da rainha da Inglaterra, consegue reaver o caso. Para investigar se o pintor é ou não inocente, o capitão Rider Sandman, que lutou em Waterloo, é contratado. Sandman esperava apenas uma confissão de Corday, mas alguns fatos revelados ao capitão fizeram com que ele se empenhasse em descobrir a verdade por trás desse assassinato.