Na semana passada, o curso de extensão A Trajetória do Livro e da Ediçãodo qual participo –, promovido pela Unisinos, levou até os alunos os editores Paulo Lima, da L&PM, Tito Montenegro, da Arquipélago, e Carlos Gianotti, da editora da Editora Unisinos. Com conversa transmitida via webconferência – é um curso à distância –, eles foram questionados pelos alunos acerca das funções de um editor e, principalmente, sobre questões do mercado editorial, o principal assunto abordado no curso. Do que foi discutido nesse encontro, o que mais me chamou a atenção foi realmente a opinião dos editores sobre o livro digital e a importância da internet para a divulgação de lançamentos.

No meio literário, uma das discussões em maior evidência é sobre o que acontecerá com o livro. Nunca se produziu e vendeu tanto, e ainda entram no mercado novas tecnologias de leitura que prometem mudar o cenário literário. Aqui no Brasil, o mercado editorial baseado na digitalização ainda está engatinhando, mas nos Estados Unidos esse é um tema discutido há muito tempo, e os números só apontam para o crescimento do consumo de e-books e e-readers. A Questão dos Livros (Companhia das Letras), do historiador Robert Darnton, faz justamente essas reflexões, mas por um olhar acadêmico. Nessa reunião de ensaios e artigos, o autor fala de questões relacionadas ao presente, passado e futuro do livro e, principalmente, das digitalizações de obras promovidas pelo Google.