No século que prometia grandes invenções, novidades e evolução social, Portugal era acusado de continuar tratando suas colônias como o fazia desde sempre: com excessiva exploração de suas terras e seus nativos. Com a abolição geral do regime escravagista em todas as suas colônias em 1875, o país que descobriu o Brasil ainda não havia erradicado de vez o trabalho forçado nos territórios controlados, tanto por conveniência quanto por atraso político. Para todos os portugueses não existiam mais escravos, os trabalhadores eram livres para ir e vir pelos territórios sob governo do país europeu. Mas para outras nações, inclusive aliadas, a mão-de-obra que trazia riquezas para o império português vivia em uma escravidão velada, escondida por leis que diziam conceder vida digna aos colonizados, mas que não eram efetivamente postas em prática.