#LeiaSciFi2015

Eu sei que você assistiu Eu, robô, filme de 2004 estrelado por Will Smith – bela cena de banho, aliás. Se não assistiu, pelo menos viu o trailer. O personagem de Will é um detetive investigando a morte de um renomado cientista da robótica, que aparentemente se suicidou jogando-se da janela de seu escritório. Porém, analisando o local do crime, ele se depara com um robô de um modelo nunca antes visto, que passa a ser o principal suspeito dessa morte. Só que – e coloquem um grande “só que” nisso –, é impossível que o robô tenha cometido o crime, e isso por causa da principal das três leis da robótica que diz: “Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano venha a ser ferido”. E por aí o filme vai…

O longa, todos sabem, é inspirado nas histórias de Isaac Asimov, um dos maiores escritores da ficção científica e autor – junto com o editor John Campbell – das três leis da robótica. A primeira é a que consta acima. A segunda lei assegura que os robôs seguirão estritamente as ordens dadas por um humano, a não ser que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei. Já a terceira delimita que um robô “deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou com a Segunda Lei”. Ou seja: um robô não pode matar, não pode deixar ninguém morrer, não pode desobedecer e também não pode se destruir – afinal, robôs são caros pra caralho. Meu primeiro contato com Asimov foi com o seu primeiro romance com robôs, As cavernas de aço, lido no ano passado e que, mesmo apresentando uma ideia interessante sobre o futuro, não me agradou tanto na escrita. Mas com Eu, robô¸ tive uma impressão diferente de Asimov, gostando muito mais do seu trabalho como contista.