Lembro da descrença que as pessoas tiveram pelo Big Brother Brasil quando ele estreou lá em 2002. Qual a graça de ficar vendo pessoas desconhecidas presas dentro de uma casa? A experiência com a Casa dos Artistas, programa pioneiro no país e seu grande “rival”, foi um sucesso, mas como o próprio nome diz, haviam pessoas conhecidas lá. Certamente você estaria curioso para observar a intimidade do Supla. Bem, mais chamativo do que ver desconhecidos, né? O que a gente não esperava era que gostássemos tanto de ver a vida do outro pela telinha. Ficamos viciados nisso. Eu sou viciada nisso. Então, pra mim, o enredo que Samanta Schweblin apresenta em Kentukis (Fósforo, tradução de Livia Deorsola) não é nada fora da realidade.