Um dos maiores e mais misteriosos episódios do século XX ocorreu logo no seu início. Na madrugada de 16 para 17 de julho de 1918, em uma Rússia comandada pelos bolcheviques, a família imperial, há 16 meses presa depois da Revolução, foi terrivelmente assassinada. Os Romanov, descendentes de uma dinastia que comandou o país durante 300 anos, foram vítimas do ódio daqueles que sofreram durante o reinado de Nicolau II, o último czar. Encarcerados na cidade siberiana de Ecaterimburgo, eles passaram as suas últimas semanas de vida afogados em incerteza e esperança. O relato sobre a rotina da família na casa Ipatiev, sua prisão, está no livro Os Últimos Dias dos Romanov, da historiadora Helen Rappaport, que chegou ao Brasil no ano passado pela editora Record.