Estou sentindo cheiro de ceia de Natal, de amigo secreto da família, de tios bêbados e de melancolia de fim de ano. Significa que é hora da: LISTA DE MELHORES LEITURAS DO ANO!

O ano ainda não acabou, eu sei, mas posso declarar que já tenho a lista de livros mais legais de 2017 – se bem que achei o mesmo no ano passado e tive que adicionar um livro extra depois de ter postado a lista. Mas como o ritmo de leitura anda lendo e tudo o mais, acho que já posso encerrar o expediente de 2017 (que foi bem preguiçoso, desculpa).

Uma das coisas que mais gosto na série napolitana da Elena Ferrante é que ela consegue te manter presa a qualquer detalhe da história. A amiga genial já era, desde os primeiros capítulos, uma narrativa cativante: o bairro pobre de Nápoles dos anos 1950, os sonhos infantis das duas meninas de serem autoras de livros importantes, o constante embate que as duas travavam, uma tentando superar a outra, mas nunca se ressentindo por completo. Mas o que me pegou mesmo foi o final do livro. Aquele final novelesco de “você só vai saber no próximo episódio” – nesse caso, no próximo volume da série –, “o que aconteceu naquele momento derradeiro”. E Ferrante segue assim, deixando esse suspense do que irá acontecer, do que Lila vai fazer ou de como Lenu vai contar suas memórias.