“Não é magia, é tecnologia”. A propaganda da famigerada Tekpix é um bom exemplo de que magia e tecnologia não andam juntas. Uma é totalmente subjetiva, baseada em crenças nunca comprovadas. A outra é pura exatidão, real, palpável. Não tem como as duas coisas andarem de mãos dadas. Uma recusa a outra: a magia não aprova o progresso que a tecnologia traz, que destrói recursos naturais e deixa as pessoas mais próximas das máquinas, e não da natureza; a tecnologia não aceita a magia, uma invenção para pegar trouxa, pseudociência, coisa de gente doida.

Charlie Jane Anders quer aproximar esses dois “inimigos” em Todos os pássaros no céu (Morro Branco, tradução de Petê Rissatti), vencedor do Nebula Awards, um dos principais prêmios da ficção científica, e finalista do Hugo Awards. O livro acompanha a vida de dois jovens, Patricia e Laurence, que são completamente opostos. Mas seus destinos estão fortemente ligados.