Livros que falam de injustiças e casos familiares delicados geralmente contêm uma carga forte de emoção para que o leitor se envolva o máximo possível com a história. Autores como R. J. Ellory (Uma Crença Silenciosa em Anjos) e DBC Pierre (Vernon God Little) fazem isso em seus romances: levam o leitor a questionar as personagens, se solidarizar com elas e sentir em si mesmo os problemas que enfrentam. Assim deveria ser com Rio Abaixo, de John Hart, mas o lançamento da editora Record peca na hora de simpatizar o leitor com seu protagonista.