Crianças têm algumas sacadas geniais sobre algumas coisas da vida. Por conhecerem pouco do mundo e terem uma visão limitada dele, tudo parece mais simples e descomplicado nas suas cabeças. As explicações inocentes que, quando criança, damos para as coisas mais esquisitas e as associações que fazemos são a grande parte da graça da infância. Para uma criança como Tochtli, então, isso é ainda mais visível. Seu desconhecimento do mundo é um tempero a mais na sua imaginação trágica, mas cômica, que alimenta suas vontades em Festa no covil.

Tochtli tem 10 anos de idade e é filho de Yolcault, um chefão do tráfico mexicano. Vive junto com ele em um castelo, como diz, e conhece, no máximo, umas 14 ou 15 pessoas. Porém, mantém contato com um número menor que esse: algumas empregadas, dois ou três capangas de seu pai e Mazatzin, seu tutor que lhe ensina o que ele deveria estar aprendendo numa escola com outras crianças. Ele adora chapéus, tem uma enorme coleção de todos os tipos, três deles de detetive, que usa para fazer pequenas investigações pelo seu palácio. Às vezes é atacado por fortes dores de barriga, e seu desejo consumista mais recente é adquirir um hipopótamo anão da Libéria para seu pequeno zoológico.