Só porque as listas de bons livros lidos nos anos anteriores sumiram do blog – aquele problema lá que me obrigou a passar horas subindo todas as resenhas novamente -, e porque estou com vontade de fazer uma lista, aqui vai o meu top 16 de melhores leituras do ano. Queria que fosse um top 5, ou no máximo um top 10, mas revendo a lista de livros lidos de 2013 vi que seria impossível fazer uma seleção mais enxuta.

Foi um ano de bons livros, apesar de ter lido menos que o esperado por ter que me dedicar mais ao final do curso de jornalismo e usar boa parte do meu tempo de leitura para isso – aos curiosos, podem me considerar formada. Talvez se eu ainda estivesse no meu ritmo antigo de leitura essa lista fosse maior. Talvez. Mas estou satisfeita com o que li, e principalmente com o que conheci durante esse ano.

Ana Maria Machado nem havia trabalhado com crianças ou tido qualquer experiência parecida quando começou a escrever histórias infantis para a Revista Recreio em 1969. Assim como outros escritores que começaram a escrever para esse público na mesma revista e, como ela, nunca mais pararam de dedicar suas histórias às crianças. Agora, Ana Maria Machado é uma das principais autoras infantis do país, com mais de 100 livros publicados, além de romances e outros títulos voltados para o público adulto. Mas mesmo sem esse contato mais acadêmico com crianças, a autora é um dos primeiros nomes pensados quando o assunto é o incentivo da leitura e a importância da prática para o desenvolvimento pessoal e social.

Em Silenciosa algazarra: reflexões sobre livros e práticas de leitura, lançado recentemente pela Companhia das Letras, a autora reúne seus ensaios e palestras em que traz boas ideias e críticas sobre o incentivo da leitura a importância da literatura infantil e juvenil. Sua fala baseia-se principalmente em suas experiências como autora e leitora, e o livro trata tanto da tarefa de formar leitores até divulgar a literatura infantil brasileira no mercado internacional. E para abrir esses textos, nada melhor do que trazer justamente um que fala da importância da literatura para a sociedade. Ana Maria Machado traz vários argumentos para falar do papel da literatura na formação humana, em que sua leitura é uma ferramenta que nos torna críticos, melhora nosso vocabulário, nos faz conhecer novas culturas e principalmente nos ensina a aceitar a diversidade.

Já falei antes sobre como/onde leio, uma espécie de post explicativo para quem sempre me perguntava como consigo ler tantos livros. E olha que tem gente que lê mais! Agora que o Alessandro Martins, do Livros e Afins, propôs uma “blogagem coletiva” para responder à pergunta “por que eu gosto de ler livros?” eu resolvi responder. Mas antes disso, eu mesma tive que parar para pensar por quê eu leio livros. Por que não assisto filmes, séries, novelas ou jogo World of Warcraft (pra esse último dizem que a resposta é “ter uma vida”)?

Sempre me perguntam como eu arranjo tempo para ler tanto, sendo que eu estudo e trabalho 6 horas por dia.  E foie ssa uma pergunta feita no Twitter mais uma vez essa semana, o que me inspirou a fazer esse texto. Tenho uma média, mais ou menos, de um livro por semana, às vezes mais, e realmente até eu me surpreendo com o tanto que consigo ler. Logo, percebo que o que eu faço para manter um ritmo bom de leitura é aproveitar cada minutinho livre que tenho, mas sem comprometer outras coisas que gosto de fazer, claro. Sempre tenho uma meta de leitura a atingir, e me esforço pra conseguir. Então vamos ver como é que você pode aproveitar o tempo para ler mais.