O que é ser humano, e como temos a certeza de sermos humanos? Essa questão deve estar presente em um grande clássico da literatura, pode ter atormentado milhares de grandes escritores que tentam, em suas obras, responder e dissecar essa pergunta. O que é o homem? O que nos torna humano? A confusão que essa interrogação carrega é grande, e as possibilidades de respostas acabam gerando ainda mais perguntas, como o leitor de Realidades adaptadas vai perceber.

A realidade e a humanidade são dois temas amplamente explorados por Philip K. Dick, um dos principais autores de ficção científica dos EUA (nascido em 1928 e morto em 1982, aos 53 anos de idade). Sua obra passou a ser bem mais conhecida após serem adaptadas para o cinema. São dele os contos que viraram filmes como O vingador do futuro, Minority Report – A nova lei, O pagamento, Screamers, etc. Realidades adaptadas, publicado pela editora Aleph, reúne sete dos contos que deram origem a ficções científicas que engordaram as bilheterias de Hollywood como forma de iniciar o leitor pouco familiar ao autor em suas obras. E todas essas histórias têm as questões do início desse texto em comum.