Ao ler qualquer obra cuja edição data de antes dos anos 1970, percebe-se muita diferença entre a gramática utilizada no texto e a atual. Assim como acontece nos clássicos da literatura em língua portuguesa que contém termos que não usamos mais. Uma prova mais do que certa de que a língua muda, não importa qual. Da mesma forma, hoje utilizam-se palavras que aparecem em algum texto obscuro nos jornais ou na internet que naquela época não existiam. Os neologismos de cada dia que preenchem e modificam o vocabulário. Essas novas palavras são o tema central de Milagrário Pessoal, livro do angolano José Eduardo Agualusa, que é uma viagem pelos países da língua portuguesa e uma homenagem ao próprio idioma.